Monday | May 15, 2006

um cinismo insuportável

As estrelas de mar entram

lentamente

pola boca, polos olhos, polo ano

dos corpos migrantes

afogados

assasinados

nas profundidades do Estreito.

Ilusons silenciadas

no incomprensível fascismo Shengen.

Vidas sacrificadas em aras do status europeio.

Afirmar a vida significa rebelar-se.

Nom pode ser de outra maneira.

nómadas queer

 


Os milheiros de mortes produzidas em águas do Estreito seriam evitáveis se se garanti-se o direito fundamental à livre circulaçom de pessoas. O conjunto de políticas europeias criminalizadoras da migraçom, derivadas dos acordos Shengen, e aqueles que as defendem e aplicam mentres falam de "alianças de civilizaçons", nom podem mais que causar a nosso mais enérgico protesto. Algum dia terám que dar conta das suas responsabilidades criminais.


"El gobierno está trabajando para que todo el mundo sepa que el que viene de forma irregular, se va". (Declaraçons de Mª Teresa Fernández de la Vega o 14 de maio, ante a chegada de várias chalanas a Canárias com centos migrantes exaustos)


Som os tempos para a desobediência multitudinária

às fronteiras, à morte, aos privilégios

e a toda a merda que a fortaleça europeia representa

Posted by nómadas queer at 14:15:13 | Permanent Link | Comments (0) |

Saturday | February 11, 2006

bye, bye, Sir

QUE PRETENDEM OCULTAR COM ESTE "EXÍLIO" NO VATICANO? Isto cheira mais que o vertedeiro de Bens

Vai-se-nos. Um patriota exemplar, um animal político, um estadista do que nom há. Um friky de verdade. Os teus súbditos, as Mil Filhas de Pita, marchamos de borracheira...

Poderemos viver sem o "L", sem esse espanholismo paranoide, sem esse horterismo pailam ao que nos tém acostumadas?

O jardim da casa de Paco anda revolto: o seu populismo está em horas baixas, os trapos sujos do (pa)corrupto já fedem e nom encaixa no cool-style ZP. Aguardamos que o seu bandulho nom estoupe com as encheroladas vaticanas (nom vaia ser que manche as paredes dos palácios).

Quem sabe....igual acava liado com um soldado da Guarda Suíça e montando umha sauna gai na sua (?) casa do Parrote...

Algumhas jóias célebres...ou The Pakinho's Political Philosophy: 

" 'Nunca Máis' está dirigida por radicales e independentistas"
13 janeiro 2003

"Fraga es el único político gallego que tiene lo que en Derecho se llama autoritas, autoridad moral" 3 fevereiro 2003

"No descarto la cadena perpetua para los terroristas" 29 outubro 2000

"En materia de terrorismo soy partidario de la línea dura. Y cuando hablo así sólo me refiero a la ley" 1 outubro 2000

"Si algo tiene que caracterizar al PSOE es su condición de partido nacional, de partido de ámbito español" 19 outubro 2000

"Si no se reforma lo que se está enseñando en las aulas, en veinte o treinta años estaremos abocados a una nueva confrontación civil" 19 outubro 2000

"La constitución no es un punto de partida, como dicen algunos, sino una estación término"           29 0utubro 2000

"La mayor parte de los que hablan el gallego lo hablan muy mal, y por la calle hablan español"       29 outubro 2000

"Es una humillación que estas elecciones se planteen con elementos que no tienen nada que ver con las ciudades. Los comicios no van a decidir si se invade o no Irak, o si Bush es bueno o no"       18 fevereiro 2003

"La única diferencia que tengo con los empresarios es que yo me someto a las urnas cada cuatro años. Las ciudades son, como las empresas, competitivas entre ellas mismas. Tienen que ser atractivas para atraer inversiones y visitantes, deben tener una imagen y un marketing propios" 18 fevereiro 2003

"La única comunidad que tiene un concepto histórico diferente es Navarra y, si me apuran mucho, Granada" 9 setembro 2004

"Determinadas uniones no tienen su equivalencia en el concepto que se entiende por matrimonio" 23 junho 2004

"Este acto constituye un homenaje a la historia, a sus aciertos y sus errores, y a la bandera como símbolo de la España Eterna" 12 outubro 2005

"Sólo he leido el preámbulo, y me ha impactado de tal manera que he parado de continuar leyendo (sic)Ya solo el preámbulo del proyecto del nuevo estatuto de Catalunya produce urticaria"           10 fevereiro 2005 

"Les juro por mi madre que lamento muchísimo la oposición que tengo. Es un descrédito para mí mismo" (?) 31 janeiro 2003

"España no tiene quien la defienda" 21 dezembro 2005

"Que Dios me ayude en mi nueva tarea" 10 de fevereiro de 2006


ps. No corpo diplomático devem estar botando fume

Posted by nómadas queer at 00:29:10 | Permanent Link | Comments (2) |

Monday | February 06, 2006

vós, europeus, sodes os terroristas

Estes dias tivem algumha que outra discussom com um amiguete polo tema das caricaturas famosas. Nom se trata de umha qüestom de "liberdade de expressom". Aqueles que invocam hoje a liberdade de expressom, o laicismo e os valores democráticos para defender a publicaçom das caricaturas estariam indignados se amanhá alguem publicara umha caricatura ou um artigo burlando-se ou negando o holocausto judeu.

Nom se trata de umha qüestom de liberdade de expressom frenta à intoleráncia religiosa. Nem tampouco de um debate "multiculturalista" sobre o respeito às convicçons religiosas. A triste imprensa europeia é incapaz de reflexionar sobre a sua própria responsabilidade e mostra a reacçom "intolerante" dos muçulmanos...."som fanáticos", dim alguns, "é que no Islam nom se permite representar a Maomé", dim outros; bla, bla, bla.

O amiguete com o que discutia sobre isto argumentava que, entom, haveria que proibir a Vida de Brian. Nom é isso. Está claro que é umha qüestom de humilhaçom. De humilhaçom permanente à que estám a ser submetidas as sociedades árabes e muçulmanas desde as colonizaçons europeias. O islam é umha religiom de paz. Representar a cabeça de Maomé como umha cabeça-bomba é chamar terroristas a todas as muçulmanas. É racismo e islamofobia. É chamar terrorista ao islam. É ofender a memória daquelas assasinadas polo terrorismo dos estados ocidentais no iraque ou na Palestina. É umha ofensa a todas as sociedades muçulmanas, e que precissamente, provém daqueles que forom e som causantes do terror, a violência e o sofrimento do mundo árabe moderno: os estados europeus.

A realidade é que as empressas europeias tiram grandes benefícios em conivência com o despotismo quase feudal de muitos governos árabes, que oprimem aos seus povos. Este tempo pós-colonial é tam colonial como quando viviam um milhom de franceses na Algéria. Mudou a sua forma, mas nom as relaçons de poder e privilégio.

Num alarde de ignoráncia escandalosa frente ao pensamento, a filosofia e cultura árabes, proclamamos a nossa superioridade moral. É só acertamos a publicar umhas caricaturas chamando terroristas aos muçulmanos. E mentres, compramos em Zara sem sequer pensar a situaçom na que vivem as mulheres que fam essa roupa em Tánger ou Tetuam.

Nestes tempos de guerra global permanente o "terrorismo internacional" -venha o "terrorismo islamista"- é um dos pilares sobre os que se asentam as políticas de guerra e a gestiom do medo. Combater a islamofobia, ou desmontar os dispositivos discursivos das politicas migratórias e de seguridade, som tarefas fundamentais para abirmos linhas de fuga nesta barbárie-pós colonial.

E como neste blogue há liberdade de expressom admito que me ponhades a caldo se o vedes de outra maneira, habibis. 

Posted by nómadas queer at 04:07:01 | Permanent Link | Comments (8) |