corpos antagonistas
A propósito do corpo, e de um devir queer face ao pós-humano, Toni negri e Michael Hardt diziam em Império o seguinte:
"(...) Certamente temos de mudar os nossos corpos e modificarmo-nos de umha maneira muito mais radical que a que imaginam os autores ciberpunks. No nosso mundo contemporâneo, as mutaçons estéticas do corpo, agora habituais, como colocar-se aros em distintas partes do corpo ou tatuar-se, a moda punk e as suas distintas imitaçons, som indícios iniciais de essa transformaçom corporal, mas em última instáncia nom chega nem ao mínimo da mutaçom radical que faz falta. A vontade de estar "contra", em realidade, precissa um corpo completamente incapaz de submeter-se ao domínio. Precissa um corpo que seja incapaz de adaptar-se à vida familiar, à disciplina da fábrica, às regulaçons da vida sexual tradicional, etc. Se um/ha comprova que desbota esses modos "normais" de vida, nom deve desesperar, mas fazer realidade a sua virtude!".
