queers contra a ocupaçom da Palestina!
Queeruption IX, do 3 ao 13 de agosto em Tel Aviv... TRANSgredindotodasAsFROntei ras

No útimo Queeruption realizado em Barcelona houvo umha proposta apresentada polas queers israelianas presentes no encontro para organizar próximo Queeruption em Tel Aviv, que foi bem recebida por activistas de Oriente Médio, Europa e Norteamérica. A iniciativa basea-se na convicçom de que, como queers, vemo-nos a nós mesmas como parte de umha luita global pola liberdade, a justiça e a autodeterminaçom.
Aguarda-se que miles de pessoas LGBT acodam aos eventos do World Pride, durante agosto de 2006 em Jerusalem. Isto vai ser utilizado polo Ministério Israeli de Asunto Exteriores para ocultar os crimes do governo baixo a bandeira multicolor da diversidade. A palavra-de-ordem do World Pride vai ser "Amor Sem Fronteiras". Pensamos que o amor sem fronteiras deveria implicar o rechaço de fendas e muros, ocupaçom, apartheid, injustiça social e destruçom ecológica. Tem-se produzido um chamamento global ao boicote
deste evento por parte de diversos grupos de solidariedade com Palestina. Consideramos que é importante juntar a nossa solidariedade acodindo a Israel e Palestina para defender a nossa diversidade, potencialidade e resistência.
Esta é a primeira vez que Queeruption tem lugar fora das fronteiras dos estados ocidentais. Este Queeruption também espalhará-se da sua localizaçom original em Tel Aviv à Cisjordânia e à manifestaçom mundial do World Pride em Jerusalem. Também há possibilidades para as pessoas interessadas em ficar mais tempo na zona e nos territórios ocupados, e unir-se a projectos de trabalho solidários que estam em marcha, com os quais podemos-vos pór em contacto. Haverá também um grupo de trabalho internacional que chegará a Tel Aviv algum tempo antes para afrontar todo o trabalho que supom a preparaçom do Queeruption.
Dada a situaçom social e cultural que abordamos ha muitos aspectos que devem ser discutidos e considerados durante o processo de preparaçom e durante a realizaçom do evento. Precissamos da tua ajuda, vaias vir ou nom, aportando
difussom, recaudaçom de fundos, conhecimentos, ideias, programas de trabalho...
Por todo isto, ou se tes algum comentário, dúvida ou sugerência contacta com nós subscrevendo-te à nova lista de correios de Queeruption. Envia um email a majordomo@lists.queeruption.org, com as palavras: "subscribe queeruption9tel-aviv" na mensagem.
Para mais informaçom:
www.queeruption.org/q2006
Viagem desde a Galiza: maribolheras@hotmail.com
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Queeruption é um espaço aberto, seguro, nom comercial, nom hierárquico, fai-no-ti-mesmo de talheres, música, arte, acçons, festas, sexo, performances e todo o que ti proponhas e/ou prepares. Queeruption dá a bemvinda e celebra todas as identidades sexuais e de género, com toleráncia cero co sexismo, o machismo, o racismo, a heterofobia, a homofobia, a transfobia, a discriminaçom por diferentes capacidades ou idades ou qualquer forma de agressom.

Antecedentes deste Queeruption: breve enumeraçom de factos para completares a informaçom (Pedro Carmona)
A marcha itinerante anual do World Pride (herdeira das Europride e outras convocatórias internacionais) estivo convocada em princípio em Jerusalem para agosto de 2005, sob o auspício da associaçom LGBT "A Morada Aberta de Jerusalem". A palavra-de-orde da marcha seria "Amor sem fronteiras".
http://www.worldpride.net/NewIndexes/spanish/spanish.htm (espanhol).
O grupo LGBT estadounidense "QUIT" (Queers Socavando o Terrorismo Israeliano, nas suas siglas em inglês) lança um chamamento ao boicote da marcha, destacando o desfortunado da palvra-de-orde, quando a imposiçom israeliana de fronteiras, muros e controlos afectam de maneira tam negativa ao povo palestiniano. http://www.boycottworldpride.org/id2.html (inglês). O boicote é secundado por diferentes organizaçons estadounidenses, europeias e israelianas -entre estas últimas, a Coaligaçom de Mulheres pola Paz, vinculadas ao movimento "Mulheres de Negro".
O grupo queer palestiniano-israeliano "Trapos Sujos" (mais conhecido internacionalmente por "Black Laundry", o seu nome em inglês) declara compartir os motivos do boicote e que o respeita, mas propom umha outra resposta alternativa: acodir ao World Pride enchendo-o de um contido diferente, incorporando as reivindicaçons e denúncias que substentam o chamamento ao boicote. http://www.boycottworldpride.org/id8.html (inglês). Esta posiçom é assumida por diversos grupos de vários paises.
Em paralelo a este debate, os líderes religiosos cristaos, judeus e muçulmanos de Jerusalem, que nom estam afeitos a acordarem nada, dam, neste momento, umha rolda de imprensa conjunta na que rechaçam a realizaçom do World Pride na cidade, lançando diversos insultos à comunidade LGBT. http://enkidumagazine.com/art/2005/290305/E_023_290305.htmhttp://enkidumagazine.com/art/2005/290305/E_023_290305.htm (espanhol).
Após o chamamento destes líderes, Ariel Sharon, presidente de Israel, anúncia que a realizaçom do World Pride adia-se até agosto de 2006, e pom como argumento o clima de tenssom social que se vai viver pola retirada das colónias israelianas na faixa de Gaza, território palestiniano ocupado ilegalmente por Israel.
http://www.365gay.com/newscon05/05/051605Jerusalem.htm (inglês).
Os colectivos LGBT israelianos continuam a preparar as suas marchas do orgulho gai em Tel Aviv e Jerusalem, como cada ano. A marcha de Jerusalem de 2005 (nom confundir com o World Pride, que fora adiado) foi proibida polo alcaide da cidade, de perfil conservador. Os colectivos LGBT recorreom judicialmente e ganharom o processo: reconheceu-se-lhes o direito a se manifestar e, segundo decidiu o juiz, o governo municipal teria que sufragar os custos do processo judicial e umha parte dos orçamentos dos actos LGBT, assim como oferecer segurança policial à marcha.
http://www.ebonylesbigay.org/ftopic75.html (inglês).
A marcha do orgulho, ao fim, pudo ter lugar. Na mesma, umhas 8000 pessoas LGBT tiverom que suportar a intençom de um milheiro de fanáticos, na sua maioria ortodoxos e ultraortodoxos judeus, de rebentá-la com insultos, lançamento de objectos e mijadas, e interposiçom no percorrido previsto. Finalmente, três manifestantes LGBT receberom feridas de arma branca a maos de um fundamentalista ortodoxo que trapassou a barreira policial.
http://www.20minutos.es/noticia/35808/0/ISRAEL/GAYS/ (espanhol).
Os incidentes criarom comoçom, ainda que nom mudarom substancialmente a convocatória ao World Pride por parte da Morada Aberta de Jerusalem, para agosto de 2006. QUIT e os demais grupos opostos à relizaçom do World Pride, mantenhem o seu chamamento ao boicote. Trapos Sujos (Black Laundry) continua com a sua proposta de intervençom crítica no World Pride. Neste contexto é onde a rede queer internacional Queeruption, seguindo a decissom adoptada no veram de 2005 em Barcelona, anúncia a sua convocatória em Tel Aviv em agosto de 2006, onde faram umha invitaçom a participar no World Pride desde as suas próprias posiçons políticas.
Mais informaçom:
QUIT (inglês): http://www.quitpalestine.org/
Trapos Sujos (Black Laundry) (hebreu com textos em inglês): http://www.blacklaundry.org/
Coaligaçom de Mulheres pola Paz (inglês): http://coalitionofwomen.org/home/english
Queeruption (galego): http://queeruption.org/index_port.html
Morada Aberta de Jerusalem (inglês): http://www.worldpride.net/index.php?id=278
Vaia lío teño. (Comentar)
ou Anarquistas contra o Muro é, posto que a marcha mundial vai ter lugar, participar nela; é um chamamento internacional para dizer que nom podemos ter orgulho com ocupaçom. Plantejam a participaçom na marcha com um bloque queer alternativo pro-palestina. (Comentar)