Elegia das gaivotas
(À mocidade tragada polas ondas do Estreito por sonhar com o fim do tempo dos labirintos)

Silenciosos rostos sobre rochas,
Farrapos molhados na negrura
E um mar que se obscurece
Nas névoas,
Sacudindo-se o seu sal.
Afundem-se barcos
Angustiados polos tempos cálcicos.
Já chegou o momento no que nom houvo
Por detrás de ti, Tarif,
Nengum exército listo para conquistas
Só espumas
E barcos perdidos na obscuridade.
Enchem o estreito regatos
Do suor da terra
E Tetuam, à espera do afogado
Fia aljube de vento
E cozinha pedras aos seus filhos.
À beira do inalcançavel
Quebrou a plumagem das gaivotas
Sobre umhas rochas entristecidas
E estremeceu-se o sonho nos seus derradeiros tremores.
Silenciosos rostos sobre rochas,
Farrapos molhados na negrura
E um desolado silêncio de cidades
Um desolado silêncio de cemitérios.
Mohamed Maimuni
Mohamed Maimuni (Xauen, 1936) é umha das vozes mais destacáveis da poesia marroquina