Quarta-feira | Agosto 29, 2007

¿Los moros que trajo Franco?

los moros que trajo Franco

en Madrid quieren entrar

Mientras quede un miliciano

los moros no pasarán

 

Assi di umha popular cançom da resistência à reacçom fascista. Estima-se que, ao longo dos três anos que durou a guerra civil, entre 60.000 e 80.000 marroquinos, a maior parte deles amazighs do Rif, combaterom às ordes de Franco. A matade deles morreriam ou resultariam feridos. Eram a carne de canhom do fascismo colonial. Eram, também, vítimas do fascismo espanhol. A esquerda espanhola, sem embargo, longe de fazer umha análise desta realidade, alimentou a sua própria "morofobia", o ódio ao magrebi, umha das senhas de identidade espanholas desde a "reconquista".

Os mercenários marroquinos eram os perdedores da brutal repressom espanhola no Rif. A campanha colonial contra Abdelkrim (os espanhois chegarom a bombardear as montanhas norteafricanas com gas mostaça) sumiu às comunidades amazighs na desesperaçom, na miséria e na fome. os "mouros" alistavam-se nas tropas franquistas por pura fome: dous meses de paga anticipada, 4 kg de azucre, umha lata de aceite e pam diários segundo o número de filhos. A crueldade dos mercenários marroquinos (destruçom, expólio, violaçom, corte de orelhas, cabeças e testículos) formava parte da estratégia franquista, e polo demais, eram métodos que aprenderam das tropas espanholas no Rif, com Millán Astray como um dos seu grandes mentores.

Os invissíveis

Os autênticos invissíveis desta história forom os "mouros" que combaterom contra Franco nas brigadas internacionais. Agora que tanto se fala de memória histórica conviria que alguém recuperara essa realidade. O 9 de setembro de 1936, 20.000 tunecinos assistiam na capital do país magrebi a um acto em solidariedade co povo espanhol e contra o levantamento de Franco.

Nom existem ainda estudos clave para poder determinar a participaçom de voluntários árabes nas milícias antifranquistas. A Universidade de Laussane organizou em 1997 um seminário internacional ao redor deste tema. Na sua intervençom, o historiador marroquino Abdel Majid Benjellud surprendeu ao auditório ao afirmar que houvo mais de um milhar de voluntários magrebis nas Brigadas Internacionais (marroquinos, algerinos, tunecinos), e lamentou-se do silêncio que sobre eles pesava nos estudos da guerra civil.

Pola sua parte Andreu Castells realizou um estudo quantitativo que dá conta de 716 voluntários, dos quais teriam sobrevivido 465. Em quanto a Egipto e ao líbano, nos arquivos moscovitas do RGASPI consevam-se expedientes pessoais de voluntários desde paises, e também de voluntários iraquianos.

Umha história a resenhar é a do anarquista amazigh da Cabília argelina Sail Mohamed Ameriane Ben Amerzaine, fundador do Comitê para a Defessa dos Indígenas Argelinos, e que em 1936 se uniu à Coluna Durruti.

 

Escrito por nómadas queer em 23:24:10 | Link permanente | Comments (0) |
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