Tuesday | September 25, 2007

no país da liberdade...

Um estudante é torturado com descargas eléctricas em plena conferência de John Kerry

17 de setembro, Universidade de Florida. Um estudante toma a palavra no turno de perguntas durante umha conferência do senador demócrata John Kerry. O estudante de 21 anos, Andrew meyer, questiona a atitude do partido demócrata ante as anteriores eleiçons: "se é tam evidente que as últimas eleiçons estavam manipuladas, por que vocês se conformarom com o resultado, nom protestarom, e declararom rapidamente a sua derrota frente a George W. Bush? Por que nom pedirom a demissom de George W Bush?"

Os organizadores tratam de fazer calar ao estudante dizendo-lhe que o seu turno de perguntas rematou. O estudante argumenta que o senador leva falando duas horas e el só dous minutos, e pede por favor que lhe deixem rematar. Também pergunta pola suposta pertença de Kerry a "Skules and Bones", a sociedade secreta de antigos alunos da Universidade de Yale. Imediatamente cortam-lhe o micro e vários polícias o detenhem (!). "Eh!, estám a arrestar-me, por que me arrestam? eh, eh, que estades a fazer?"

O estudante, incrédulo polo que está a viver, grita por que o arrestam se nom tem feito nada. A resposta traduze-se em 19 polícias que o imobilizam no fundo da sala mentres o torturam com descargas eléctricas para fazé-lo calar..."nom me toques, nom me toques, nom tenho feito nada, nom me apliques o táser, por favor".

E mentres John Kerry, impassível, contesta à pergunta do estudante como nada estivera a ocorrer (!)

O mais alucinante é a passividade da maior parte do público, que continua nos seus asentos mentres escuitam as súplicas deseperadas do estudante aos polícias para que deixem de aplicar-lhe o táser (umha pistola que produz descargas de até 50.000 vóltios). Alguns rim, outros calam, algumha trata de ajudar ao estudante. Alucinante.

Haveria que perguntar-se quais som as relaçons entre poder, coercom e submissom para explicar a incrível conduta do público: o terror e a gestiom do medo som um poderoso elemento de controlo social.

Sobra dizer que o estudante nom pudo escuitar com claridade a resposta que o senador dava às suas perguntas mentres o torturavam. Os seus berros de espanto afogavam a resposta de Kerry. Se isto ocorre publicamente na universidade de Florida com um estudante branco, de classe média e norteamericano....que ocorrerá em Bagdag ou em Guantánamo?

VIDEO:

alt : http://www.youtube.com/v/HgrFSHZfD1o

 

Os mesmos feitos desde outro ângulo:

http://www.youtube.com/watch?v=AlnIkhYCS4w&eurl=http%3A%2F%2Fwww%2Erebelion%2Eorg%2Fnoticia%2Ephp%3Fid%3D56464

E Atençom ao video da CNN justificando as descargas ao estudante. Qualificam-no de provocador e acusam-no de distúrbios na conferência e de se resistirem com violência (!) à polícia:

 http://www.youtube.com/watch?v=ridSOsxuU50&mode=related&search=

E nom é a primeira vez que as cámaras recolhem umha actuaçom deste tipo. Em novembro de 2006 um estudante árabe, Mostafa Tabatabainejad, era reduzido a base de descargas eléctricas em plena biblioteca da UCLA, durante um controlo rutinário da polícia:

http://www.youtube.com/watch?v=AyvrqcxNIFs&mode=related&search=

Afortunadamente aqui houvo protestos dos estudantes (mui ao estilo ianqui, isso sim):

http://www.youtube.com/watch?v=2GTPip_XSSM&eurl=http%3A%2F%2Felproyectomatriz%2Ewordpress%2Ecom%2F2007%2F09%2F19%2Festudiante%2Dtorturado%2Dpor%2Dpreguntar%2F

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Monday | September 24, 2007

a infame charla de um par de carrachas

http://www.youtube.com/watch?v=milMu-0tpW8

Posted by nómadas queer at 14:03:01 | Permanent Link | Comments (0) |

Sunday | September 23, 2007

a Guarda Pretoriana de Yolanda Barcina

Barcina, alcaldesa de Irunha, no meio

http://www.youtube.com/watch?v=F8aG6EukR98

Posted by nómadas queer at 21:14:27 | Permanent Link | Comments (0) |

ícone pop?

A conselheira de Cultura e Turismo da Junta de Extremadura, Leonor Flores, junto a Juan Carlos Rodríguez Ibarra, durante a inauguraçom em Cáceres da mostra titulada Ibarra, un icono pop.

Como diria o próprio Ibarra, Manda Huevos! 

Posted by nómadas queer at 03:40:40 | Permanent Link | Comments (0) |

Tuesday | September 18, 2007

vissivilizando a diversidade funcional

Nem minusválid@s, nem discapacitad@s!!

...onte em madrid 

 

Posted by nómadas queer at 21:59:58 | Permanent Link | Comments (0) |

Monday | September 17, 2007

jornalismos...

Atençom a esta foto que nos envia Vituski. Corresponde à seleccçom basca que a semana passada jogou contra a venezuelana. A faixa di queremos oficialidade. O pé de foto nom tem desperdício...

 

Posted by nómadas queer at 16:42:22 | Permanent Link | Comments (0) |

Saturday | September 15, 2007

assim como ti me queres eu nom quero ser tua

 

Apresentaçom

Só podo apresentar-me ante vós como umha impostora.

Umha impostora dentro de qualquer e de toda institucionalidade, umha impostora que cobra sentido, valor e força afora, fora da instituiçom, fora do sistema.

 

Afora e nom adentro.

 

Nom dentro da galeria,

 

nom dentro da instituiçom

 

nom dentro da aceitaçom

 

nom dentro da legitimaçom,

 

nom dentro do sistema

 

Porque o sistema nom o é todo, nom é toda a realidade, nem sequer é umha parte significativa da realidade que nos arrodeia, envolve e desenvolve.

 

Afora é onde encontro e cobro sentido.

 

E ainda que pareza umha fantasia adolescente atrevo-me a dizer que: fora do sistema nom está o vazio, vazio com o que te ameaçam e te fam assustar, fora do sistema nom está a nada, ameaçam-nos com expulsar-nos de todas as listas a um vazio onde nada do que façamos, sintamos ou sonhemos conte, nem tenha valor algum. E é precissamente essa ameaça  a que desafiamos colocando-nos fora e nom dentro. Porque senom é assim...

 

Onde podemos entom ubicar todo aquilo que está fora do sistema de privilégios?,

 

Acaso o sistema já o tragou todo?

 

Acaso nom hai nada que se ubique fora do sistema de administraçom de violências e reputaçons?

 

Claro que o hai, apostamos por ele e nele vivemos. Procuramo-lo em todo aquilo que desde o centro dos seus interesses o sistema qualifica como ineficiente, nom produtivo, demencial, desagradável, nom confortável, feio, cutre e perigoso.

 

Qualificaçons que adoptamos como próprias, medos e desejos que adoptamos como próprios e que nos som lentamente impostos e injectados por todos os nossos sentidos sem pausa nem oportunidade de reflexom ou distância. Narcotizados e narcotizadas por esses medos vivemos, conduzidos e conduzidas por esses medos, qualificaçons e manipulaçons vivemos.

 

Por isso decidimos instalar-nos, ubicar-nos e encontrar-nos afora e nom dentro.

 

Onde está esse afora?

O afora nom está à margem de, nem é a marginalidade da sociedade, tampouco é a marginalidade da história.

 

O que se ubica fora do sistema, é todo aquilo que o sistema mesmo ainda nom pudo engolir nem tragar.

 

Nom som intermediária de ninguém, porque nem sequer podo intermediar as vozes das  minhas irmás de Mujeres Creando, vozes complexas e directas que nom admitem intermediaçom nengumha e que nom desejam tampouco intermediaçom nengumha.

 

Falamos em primeira pessoa, nom somos intérpretes dos movimentos, nom somos portavozes das práticas de umha outra, nom falamos no nome de essa outra, essa outra sou eu mesma quando digo o que penso e o que sinto num cenário que nunca é emprestado.

 

Nom digo o que a índia pensa

 

Nom digo o que pensa a puta

 

Nom digo o que pensa a bolhera

 

Cada umha consrui a sua linguagem e fala por si mesma.

 

Vozes directas, vozes expressivas, palavras carregadas de vida e vida carregada de palavras próprias nom emprestadas.

 

Nós estamos fora do sistema, instaladas no centro das sensibilidades da sociedade, centro desde o qual fazemo-nos sentir até o ponto que temos construido nom um castelo de naipes nem um espelhismo de revoluçom, mas um referente de transgressom e rebeldia para putas, para loucas, para índias, para raparigas, para jovens, para velhas que reneguem dos seus cansaços, para bolheras para umhas e outras rebeldes com quem construimos cumplicidades ininterrompidas.

 

Oferecemos como tesouro agachado e descoberto por nós as alianças insólitas e proibidas que temos construido.

 

Oferecemos como originalidade inédita as alianças insólitas que pudemos construir péssie a quem péssie e desbaratando todos os guions para nos abraçar e nos comprometer a umha com a outra.

 

Oferecemos como proposta revolucionária as alianças insólitas que pudemos construir desbaratando com elas todos os guions atribuidos às nossas identidades fossilizadas e cousificadas, identidades convertidas em muros separadores de amores e de peles.

 

 Estratégias sem patente

 

Estratégias alheias ao mundo da arte som as que temos,

 

Estratégias analfabetas e nenguneadas som as que temos

 

Estratégias evidentes e alegais som as que temos,

 

Estratégias nossas e de centos de milhares mais

 

As nossas estratégias som filhas que aprenderom as suas habilidades de outras, somos nesse sentido recriadoras de estratégias.

 

As estratégias nas que nos inspiramos venhem e provenhem sem fim da rua, do mundo do afora.

 

 Venhem das habibilidades de sobrevivência das mulheres nos seus confortáveis toldos de venda instalados no centro mesmo da sociedade, como umha grande barricada erguida apesar do sol e do frio, que impede o passo da globalizaçom.

 

Mulheres falsificadoras profissionais Reebock, Nike, Benetton, Sony ou Microsoft. Elas as forjadoras de um mercado negro onde se exibe umha sabotagem artesanal que é um desfile internacional de marcas sem patentes.

 

Estratégias que estám vivas em Mercados  que se convertem numha mescla de apropriaçom, ilusom e resistência que nem os Gigantes do mundo podem controlar, nem a polícia pode amedrentar, nem o Fundo Monetário Internacional quantificar. Mercado desobediente e falsificador de todo, desde computadoras até sapatos, mercado que é estratégia de sobrevivência, gargalhada ilegal.

 

Inspiram-nos as habilidades de homens e mulheres que com astúcia enganam as legalidades de fronteiras e Estados do Norte. Gentes que sabendo-se proibidas desenvolvem estratégias que conjuram o seu medo, a sua pobreça, a sua cor de pele.

Maria Galindo (trad. nómadas queer)... CONTINUARÄ!

 

Posted by nómadas queer at 14:46:53 | Permanent Link | Comments (0) |

Friday | September 14, 2007

رَمَضَان

Esta noite apareceu o primeiro quarto crescente após a lua nova...

... começou o ramadám (رَمَضَان)!

 

Posted by nómadas queer at 13:10:28 | Permanent Link | Comments (0) |

Thursday | September 13, 2007

FUNA, ou como nunca a vergonha, o susto e o medo forom tam democráticos

"FUNA" é a versom chilena do "escrache" argentino.

FUNA procura desenmascarar os rostos e historiais dos personagens que, durante a ditadura, forom responsáveis de seqüestros, detençons, torturas, crimens e desapariçons, e que hoje vivem com total normalidade devido à impunidade que se auto-outorgarom.

FUNA consiste em visitar aos criminais e torturadores nos seus fogares ou trabalhos, com muito ruído, batucada, faixas e volantinas que entregam ao próprio "funado", explicando aos seus companheiros de trabalho o que o indivíduo em qüestom realizou a outra gente durante a ditadura.

FUNA existe para derrotar o esquecimento, superar a indiferença social e para rematar com a impunidade.

E como exemplo ai vai a funa ao assasino de Víctor Jara:

http://www.youtube.com/watch?v=fdqZZQOO5qI

application/x-shockwave-flash|

FUNA: http://funachile.cl/

 

Posted by nómadas queer at 00:49:13 | Permanent Link | Comments (0) |

Tuesday | September 11, 2007

o enterro de Oum Kalthoum

 

Cada árabe leva no seu coraçom a Oum Kalthoum, símbolo do panarabismo. Desde o Oriente Médio multi-confessional até o Magreb multi-étnico dizer Oum kalthoum é nomear a enorme figura da música árabe  dos anos 50, cujas cançons constituem a memória sentimental de várias geraçons, incluindo às mais novas. Milhons e milhons desde o Iraque até Marrocos. Cada emissom radiofónica dum concerto de Oum Kalthoum paralisava a cidade de El Cairo. Paralisava a cidade literalmente, incluído o tráfico.  A sua morte foi um shock.

Nom perdades esta jóia: um vídeo do funeral. Rendirom-se-lhe os mais altos honores de estado. Paga a pena vê-lo até o final e ver como as multitudes tomarom as ruas e o próprio cortejo fúnebre:

 http://www.youtube.com/watch?v=seIFfhUwN9Q&mode=related&search= (I)

http://www.youtube.com/watch?v=pAJW0ClOaho&mode=related&search=  (II) 

E aqui podedes ver em directo à diva interpretando o Emta Omri (é um pequeno extracto, as cançons de Oum Kalthoum duram ao redor dumha hora). A gravaçom é mui má, assim que já sabedes, baixade-a de internet, preparade-vos um chá verde, um bom porro e a desfrutar...

http://www.youtube.com/watch?v=UfeoLNr6T_g&mode=related&search=

Lástima que nos falte o céu de Marraquech!

Posted by nómadas queer at 21:10:09 | Permanent Link | Comments (0) |
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