O nosso desejo é imparável
Os teus medos som os meus
as tuas fragilidades som as minhas.
Somos singularidades únicas, irrepetíveis, sim.
Mas forjadas numha experiência compartilhada: reconhecemo-nos no comum,
nas opressons experimentadas,
nos afectos forjados, nas ánsias de emancipaçom,
nas ganhas de um outro viver...
Temos um potencial inimaginável...como desencadeiá-lo?
Vivemos à contra. Identificamos as tecnologias que nos
oprimem, que nos convertem em mercadoria, que nos arrebatam a vida. Mas somos sujeitos frágeis
Mui frágeis
devastados, esquizofrénicos
Rebentamos os nossos corpos num ócio autodestrutivo. E assim mal vivemos. Afogadas por esse horrível dispositivo
biopolítico que conforma a própria vida humana
Está bem a fuga, mas é urgente reapropriar-nos dela. Fazer da fuga
umha máquina de guerra
umha potència de vida
Já somos conscientes, é hora
volvem as nómadas queer