Se nom somos peixes a vida nom merece ser vivida…

…como nom vamos ser peixes?

…como nom vamos ser peixes?
Este fim-de-semana várias companheiras do Centro Social Atreu, FugaEmRede, Espaço Autogerido da Deriva e a Casa Encantada marcham a Venécia para participarem do Global Meeting, o encontro internacional organizado por Globalproject em colaboraçom com Associacione Ya Basta e Uninomade. Venecia 30, 31 de março e 1 de abril | 2007: Centro Sociale Rivolta - Piazzale Carlo Giuliani - Marghera
Três dias de encontro e debate nos que se aguarda participem mais de 1000 activistas de todo o mundo para construir colectivamente conhecimento, pensamento e projectos dentro e contra o Império
PROGRAMA
Sexta 30 de Março
Das 9 às 11 hrs.: recebimento e acreditaçom das participantes.
De las 11 a las 13 hrs.:
Apertura dos trabalhos: Vilma Mazza associacione Ya Basta
Relaçom de:
Antonio Negri - Uninomade
Gianmarco de Pieri - TPO - Bologna
Massimo Cervelli - Movimento Antagonista Toscano
Francesco Raparelli - ESC - Roma
Luca Casarini - Centri Sociali Nord Est
Das 15 às 19 hrs.:
“América Latina abaixo e à esquerda: as experiências autónomas dos movimentos sociais”
Coordena: Angel Luis Lara -
Luis Hernandez Navarro - Vicedirector do diário La Jornada – México
Sebastián Scolnik – Colectivo Situaciones - Argentina
Cesar Altamira - Docente Universitário - Argentina
Ricardo Montoya - Activista social - Colómbia
Jose Heriberto Salas Amac - Frente del Pueblo en Defensa de la Tierra Salvador Atenco - México
Marc Villá – Documentalista e sociólogo - Venezuela
David Alejandro Suárez Changuan - Universidade de Quito - Ecuador
Gilvania Ferreira - Dir. Nac. MST Estado Maranhao - Brasil
Oscar Olivera - Coordenadora de Defensa del Agua y la Vida - Bolivia
Das 21.00 às 23.00 hrs.:
“Ásia: sujeitos e conflitos na tormenta do desenvolvimento capitalista“
Coordina Sandro Mezzadra - Docente Universidade
Ranabir Samaddar – Docente South Asia Forum for Human Rights, Kathmandu - India
Wang Hui – Docente Tsinghua University Pequim - China
Chukki Nanjundaswamy – Vicepresidente do Krrs Organizaçom de Agricultores de Karnataka – A Índia
Brett Neilson - Professor de Ciências Humanas na University of Technology de Sidney - Austrália
Sabado 31 de Março
Das 09.00 às 10.30 hrs.:
“USA: luitas sociais na crise da hegemonia neo-con“
Coordena: Giuseppe Caccia - Uninomade
Stanley Aronowitz - Distinguished Professor of Sociology, City University of New York - USA
Heather Gautney - Professora Assistente de Sociologia
Towson University Maryland - USA
Ashanti Alston – Critical Resistance - USA
Das 11.00 às 12.30 hrs:
“Oriente Médio: que espaço possível para os direitos contra a ocupaçom e a guerra, o apartheid e os fundamentalismos?
Coordena: Michele Giorgio - Jornalista
Musthapha Barghouti – Almubadara - Palestina
Yitzhak Laor – Escritor - Israel
Alaa Abd El Fattah - Activista responsável do blogue www.manalaa.net - Egipto
Uri Gordon – Anarquistas contra o muro - Israel
“Turquia-Kurdistám: o alongamento das fronteiras europeias, extenssom de novos direitos ou nova forma de controlo e repressom?”
Coordena Orsola Casagrande - Jornalista
Yuksel Genc – Escritora e activista kurda
Kurkcu Ertugrul - Jornalista turco responsável de BİANET
15.00
Assembleia europeia dos movimentos
Cara à mobilizaçom contra o G8 em Rostock, Alemanha.
Para um espaço comum das luitas: lugares autogeridos, rédito, direitos das migrantes, antiracismo e antifascismo.
22.00 hrs. Concerto com Assalti Frontali e LaKermés VJ+DJ Fighting Club
Domingo 1 de Abril
Desde as 10 e durante toda a manhá os lugares do Globalmeeting estám disponíveis para reuniom, profundizaçom e encontros
Das 14 hrs. em adiante: Assembleia
Para um novo pacto contra a guerra: as experiências de movimento entre a guerra multilateral e os novos conflitos para a democracia.
Coordena Luca Casarini - Centri Sociali del Nord Est Partecipam:
Giorgio Cremaschi - FIOM
Fabio Corazzina - Coordinamento Nazionale Pax Christi
Francesco Pavin - Presidio Permanente No dal Molin
Marco Revelli - Docente Universitario
Lele Rizzo - No Tav
Tommaso Cacciari - Assembleia No Mose
Paolo Cognini – Comunità Resistenti delle Marche
Enza Amici – Rete NO PAV
Oreste Strano - Comitato Salva Novara
Bruno Palladini - Movimento Antagonista Toscano
Pierpaolo Leonardi - RdB-CUB
Sergio Cararo - Rete Disarmiamoci
Piero Bernocchi - Cobas
Antoni Musella - Laboratorio Insurgencia - Napoli
Salvatore Cannavò - Deputato
Luana Zanella - Deputata
Mauro Bulgarelli - Senatore
Gianfranco Bettin - Consigliere regionale
Paolo Cacciari - Deputato
Informaçom em: www.globalproject.info
Contacto via e-mail: globalmeeting@globalproject.info
Deriva/Roteiro pola Vivenda e contra a Especulaçom
(Monte Alto, A Corunha)
Este sábado, 24 de março, às 19:30h., com saída no Campo da lenha.

A diferença doutras cidades e vilas galegas, A Corunha tem um plano de ordenaçom urbana desde hai 22 anos, Apesar disso, ou, seguramente, graças a isso, a situaçom de precariedade da vivenda na nossa cidade, e mesmo na sua área metropolitana, nom tem parangom nas demais urbes do seu eido geográfico.
O preço de compra de vivenda no lugar mais barato da área metropolitana da Corunha é de 2000E/m2. No centro da cidade o preço chega a 6000E/m2.1 Isto coloca à Corunha por acima dos preços das urbes de territórios como Aragom, Múrcia, Astúries, Canárias ou mesmo País Valenciá, onde as rendas som claramente superiores. Mesmo numha etapa em que por primeira vez em dous lustros começa a se ralentizar o preço da vivenda, A Corunha foi no 2006 a segunda cidade do estado na que mais medrou este preço -um 15%-, quase cinco vezes mais do que subirom as rendas.

As causas som conhecidas: umha miragre económica perigosamente substentada no negócio do tijolo; um preço do chao desorbitado, conseqüência directa de exerciços netamente especulativos; umha canalizaçom de aforro privado face ao mercado imobiliário (quem nom pensa solucionar o mercado da vivenda mercando-lhe um pisso à filh@?), umha falha de políticas de fomento do aluguer; a admissom de enriquecimentos obscenos -à margem do fenómeno Inditex, o galego mais rico está vinculado ao mercado imobiliário, da mesma maneira que estám 13 das 20 pessoas mais ricas do estado-; a massiva presença de pissos baleiros -entre 17.000 e 25.000 só na cidade d’A Corunha, mais do 25% das que existem numha província tam rural como a nossa-.
As conseqüências nom som menos manifestas. À margem da sujeiçom disciplinária que supom o endividamento-de-por-vida, 14.300 jovens corunhes*s abandonarom a cidade em 2005, boa parte del*s para estabelecer-se na área metropolitana. O momento mais espressivo dessas conseqüências deu-se em outono passado, quando, numha cidade conhecida pola escassísima presença de vivendas protegidas, 11.400 pessoas apresentarom-se ao sorteio dos 178 pissos da outrora Fábrica de Tabacos.

E isto nom é mais que umha perspectiva do zoom dos problemas do modelo urbano da nossa cidade. Os 22 anos do plano geral nom servirom, em absoluto, para umha ordenaçom substentável e humana do esquema urbano d’A Corunha. A carência de zonas verdes praticamente tem avançado nestes lustros, a declaraçom de ruína é o futuro mais comum das escassas vivendas singulares-protegidas da cidade e a expansom em forma de área metropolitana nom gerou nengum modelo de transporte público digno de tal nome, cos efeitos de contaminaçom e barulho bem conhecidos.
Quem queira conhecer a sem-raçom desse modelo urbano só tem de dar umha volta por Monte Alto. Um dos últimos espaços minimamente comunitários da cidade vive todas as doenças dum modelo perverso. A infravivenda e a carência de dotaçons convivem cumha formidável operaçom especulativa, que fai medrar de maneira iimparável os preços, e orienta-se a umha substituiçom das espécies sociais que habitam o bairro. A proliferaçom de imobiliárias, a diseminaçom de gruas e o barulho das excavaçons som os primeiros síntomas desta mutaçom biológica. Quem queira saber o que é a especulaçom na Corunha só tem que vir polo bairro. Monte Alto é hoje o verdadeiro laboratório da especulaçom e da ausência do direito a vivenda na cidade d’A Corunha.
Por isso convidamos-te a umha deriva/roteiro polo bairro e contra a especulaçom. Este sábado, 24 de março, às 19:30h., com saída no Campo da lenha.

Invisíveis. Acçom urbana
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Fontes dos dados: Instituto Nacional de Estadística, Instituto galego de Estatística, Lista Forbes de pessoas mais ricas do mundo, declaraçons em plenos do Concelho d’A Corunha
Assembleia das INVISIVEIS pola Vivenda

http://en.wikipedia.org/wiki/Nan_Goldin

Autoretrato de Nan, um mês depois de ser malhada

Gotscho beijando a Gilles

Lewis e matt (Cambridge 1988)

Jabal fumando sheisha (Luxor 2003)

Valerie e Gotscho abraçados (Paris 1999)

Clemens à hora do almorço no Café de Sade (Lacoste, França 1999)

Joanna e Aurele espertam (Sag Harbour 1999)

Aurele com o seu dedo na boca de Joanna (NYC 1999)

Autoretrato de Nan em delírio (The Priory, Londres 2002)

Ivy com Marylin (Boston 1973)

Misty Tabboo! e Jimmy Paulette vestindo-se (NYC 1991)

Toon no bar (bangkok 1992)

C como Madonna (bangkok 1992)

Misty e Jimmy Paulette num taxi (NYC 1991)

Jimmy paulette na bíci de David Amstrong (NYC 1991)

Cookie no Tin Pan Alley (NYC 1983)

Gina na ceia-festa de Bruce (NYC 1991)

Nan com Bryan na cama (NYC 1981)

















Como numha composiçom do pior kitsch hoje maria pita tinha esta pinta. Um espaço escaralhado onde forom sustituidas as árvores polo cemento. Hoje, umha mobilizaçom pátria acompanhava o horterismo das terraças e a estátua-pebetero: cheiro a veterano, gente “de ordem”, velhas passeiando as peles, pailanas aspirantes a pijas, novos neo-fascistas disfarçados de “liberais”, patriotas sem complexos.
Que terá o discreto encanto de viver em guerra?