Monday | February 27, 2006

eudaimonia

gestionar desejos             

    abrir          

                                linhas de fuga  

                 RADICALIZAR          

a vida                          

 

                    AVANTE POIS, COMPA!

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Sunday | February 26, 2006

outr@s trabalhador@s sexuais

trabsexuais1trabsexuais2trabsexuais3

Tlanipa mo opocha katki moyolo

(O coraçom, abaixo à esquerda)

Fevereiro de 2006

A tod@s @s aderentes à Sexta Declaraçom e à Outra Campanha:

A tod@s @s trabalhador@s sexuais que luitam polos seus direitos:

Companheiras e companheiros:

Mandamos-vos a todas e a todos os nossos saúdos. Queremos-vos dizer que o dia 22 de fevereiro reunimo-nos trabalhadoras sexuais de Apizaco (Tlaxcala), agrupadas no Colectivo Rede de Mulheres em Pro dos seus Direitos-CNUC, e o subcomandante Marcos, da Comissom Sexta do EZLN; e estivemos platicando das muitas injustiças e perseguiçons que padecemos, dos despreços e maltratos que sofremos, e das nossas luitas pola dignidade.

E também contamos de como é a necessidade que nos fai entrar neste trabalho, e de que somos perseguidas e maltratadas polas autoridades, sem que nos perguntem por que estamos na situaçom na que estamos.

Nós dizemos que somos trabalhadoras sexuais e nom prostitutas. Prostitutos e prostitutas som as autoridades governamentais que se vendem aos ricos para fazer leis que beneficiam aos poderosos e prejudicam aos pobres. Alá acima som eles e elas quem vendem a sua dignidade, e nós nom vendemos a nossa dignidade e exigimos que se nos respeite.

Entom estivemos pensando que temos que unir a nossa luita como trabalhadoras e trabalhadores sexuais, ou sexoservidores e sexoservidoras, e fazer umha grande luita. Mas nom só para que nos respeitem e que nos deixem de maltratar e extorsionar as autoridades, ou para que tenhamos boas condiçons de trabalho. Mas também, e sobretodo, luitar para que mude o sistema capitalista que é o que nos obriga a isto que fazemos.

E entom vimos que aqui, na Outra Campanha, estamos tod@s @s despreçad@s, humilhad@s e explorad@s polo capitalismo. E que  estamos a dizer Ya Basta! E que já nom nos vamos deixar.

E sabemos também que aqui na Outra Campanha há advogados e advogadas que defendem à gente pobre e que podem ajudar a ensinar-nos os nossos direitos e apoiarmo-nos na defessa contra as maldades das autoridades.

E entom, juntas, como EZLN e como trabalhadoras sexuais em Apizaco, Tlaxcala, fazemos este chamamento para unirmo-nos todas e todos @s trabalhador@s sexuais em todo México, para pelejar polos nossos direitos e por mudar o sistema capitalista e os maus governos que nos estám a oprimir.

E dizemos-lhes que na página electrónica de Enlace Zapatista ( enlacezapatista (at) ezln.org.mx) vamos pór um espaço especial  para o nosso pensamento disto que nos passa, e para fazermos propostas entre nós de como vamos unir-nos na nossa luita: o espaço vai-se chamar OUTR@S TRABALHADOR@S SEXUAIS.

E pensamos também que, se avança a nossa unidade, podemos fazer um encontro nacional (assim como o que se fizo de comunicaçom, informaçom, arte e cultura), mas nosso, um encontro onde contemos todas as nossas histórias, sem tristeza, com dignidade, e assim acordarmos luitar junt@s , com indígenas, obreiros, camponeses, mestres, estudantes, empregados, homens, mulheres, nenos e velhos, gente humilde e singela como nós, que está disposta a defender a nossa pátria que é México.

E aguardamos pois a ver que vos parece esta ideia. Mentres mandamos-vos umha aperta de companheiras e companheiros de luita neste grande movimento nacional, anticapitalista e de esquerda que é a Outra Campanha.

Desde a Outra Tlaxcala.

Comissom Sexta do EZLN. Colectivo Rede de Mulheres em Pro dos seus Direitos. CNUC

Subcomandante Insurgente Marcos.

Ligaçons:

http://www.jornada.unam.mx/2006/02/04/017n1pol.php

http://chiapas.indymedia.org/display.php3?article_id=119066

http://chiapas.indymedia.org/display.php3?article_id=118989


 

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Thursday | February 16, 2006

hey mate! We're Soldiers of Freedom!

 

 

Estas fotos forom tomadas por soldados británicos e norteamericanos nalguns lugares do Iraque, como os arredores de Basra ou a prissom de Abu Ghraib. Vejaçons, torturas e abusos convertidos em souvenirs e divertimento: algo que ensinar aos amiguetes ao volver a casa. As façanhas bélicas dos miseráveis. "Eram umha excepçom", diziam-nos. Mas cada vez aparecem mais fotos, mais videos do que parece ser um comportamento generalizado, umha tortura generalizada, umha violaçom generalizada, um terror generalizado. A guerra, é-che o que tém:

Imagens do terror, do horror...

...do horror de um Iraque rebentado pola barbárie

                                                                    um horror que nem sequer imaginamos

 

"Asusta pensar que nom som restos de um passado ditatorial, a nostálgia de um nazismo, mais ou menos conhecido, som ingênios próprios, pensados para esta situaçom, que emanam desta estrutura democrática -nada débil senom mui avançada no que a repressom se refere-; maquinária-ferramenta mui precissa, qualificadíssima, ajustada e corrigida dia a dia, servível mesmo para a exportaçom, ali onde a precissem. (...) O horror deste inferno é mui concreto e nada existencial, nem metafísico. Nom é o outro em geral, que disso Sartre. O inferno e os seus horrores, para muita gente (...) som estes que estám aqui"

                                                                        Eva Forest (sobre a tortura)

As fotos estám tiradas de:

http://www.guardian.co.uk/gall/0,8542,1208623,00.html

http://www.antiwar.com/news/?articleid=2444

http://www.antiwar.com/news/?articleid=2444

http://www.visionesalternativas.com/imagenesiraq/home.htm

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Saturday | February 11, 2006

bye, bye, Sir

QUE PRETENDEM OCULTAR COM ESTE "EXÍLIO" NO VATICANO? Isto cheira mais que o vertedeiro de Bens

Vai-se-nos. Um patriota exemplar, um animal político, um estadista do que nom há. Um friky de verdade. Os teus súbditos, as Mil Filhas de Pita, marchamos de borracheira...

Poderemos viver sem o "L", sem esse espanholismo paranoide, sem esse horterismo pailam ao que nos tém acostumadas?

O jardim da casa de Paco anda revolto: o seu populismo está em horas baixas, os trapos sujos do (pa)corrupto já fedem e nom encaixa no cool-style ZP. Aguardamos que o seu bandulho nom estoupe com as encheroladas vaticanas (nom vaia ser que manche as paredes dos palácios).

Quem sabe....igual acava liado com um soldado da Guarda Suíça e montando umha sauna gai na sua (?) casa do Parrote...

Algumhas jóias célebres...ou The Pakinho's Political Philosophy: 

" 'Nunca Máis' está dirigida por radicales e independentistas"
13 janeiro 2003

"Fraga es el único político gallego que tiene lo que en Derecho se llama autoritas, autoridad moral" 3 fevereiro 2003

"No descarto la cadena perpetua para los terroristas" 29 outubro 2000

"En materia de terrorismo soy partidario de la línea dura. Y cuando hablo así sólo me refiero a la ley" 1 outubro 2000

"Si algo tiene que caracterizar al PSOE es su condición de partido nacional, de partido de ámbito español" 19 outubro 2000

"Si no se reforma lo que se está enseñando en las aulas, en veinte o treinta años estaremos abocados a una nueva confrontación civil" 19 outubro 2000

"La constitución no es un punto de partida, como dicen algunos, sino una estación término"           29 0utubro 2000

"La mayor parte de los que hablan el gallego lo hablan muy mal, y por la calle hablan español"       29 outubro 2000

"Es una humillación que estas elecciones se planteen con elementos que no tienen nada que ver con las ciudades. Los comicios no van a decidir si se invade o no Irak, o si Bush es bueno o no"       18 fevereiro 2003

"La única diferencia que tengo con los empresarios es que yo me someto a las urnas cada cuatro años. Las ciudades son, como las empresas, competitivas entre ellas mismas. Tienen que ser atractivas para atraer inversiones y visitantes, deben tener una imagen y un marketing propios" 18 fevereiro 2003

"La única comunidad que tiene un concepto histórico diferente es Navarra y, si me apuran mucho, Granada" 9 setembro 2004

"Determinadas uniones no tienen su equivalencia en el concepto que se entiende por matrimonio" 23 junho 2004

"Este acto constituye un homenaje a la historia, a sus aciertos y sus errores, y a la bandera como símbolo de la España Eterna" 12 outubro 2005

"Sólo he leido el preámbulo, y me ha impactado de tal manera que he parado de continuar leyendo (sic)Ya solo el preámbulo del proyecto del nuevo estatuto de Catalunya produce urticaria"           10 fevereiro 2005 

"Les juro por mi madre que lamento muchísimo la oposición que tengo. Es un descrédito para mí mismo" (?) 31 janeiro 2003

"España no tiene quien la defienda" 21 dezembro 2005

"Que Dios me ayude en mi nueva tarea" 10 de fevereiro de 2006


ps. No corpo diplomático devem estar botando fume

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Tuesday | February 07, 2006

entrevista com Paolo Virno

Braden W. Joseph entrevista a Paolo Virno, Grey Room (Art Magazine), Outono 2005. Traducido por Breogán Ouviña (Alternativas Nómadas)

 

BWJ: Actualmente es un profesor de comunicación. Se cadra sería necesario destacar algo da túa traxectoria persoal e intelectual. ¿Como concíbe-la relación entre o traballo académico e o teu traballo con Autonomía?

PV: A experiencia máis decisiva da miña xuventude foi a loita revolucionaria nun país capitalista desenvolvido. Insisto: desenvolvido. É dicir, un país no que a supervivencia física  estaba garantida, o consumo era relativamente alto e cunha educación escolástica  que, naquel tempo, estaba extendida e xeneralizada. Non participei en ningún levantamento en contra da miseria ou dunha dictadura, pero sí participei nun conflicto radical que procuraba abolir esa nova forma moderna de barbarismo: o traballo asalariado. Non eramos “terceiromundistas”, eramos “americanistas.” Namentres loitabamos na Fiat de Turín, estabamos a pensar en Detroit e non en Cuba ou en Alxeria. Tan só onde o desenvolvemento capitalista acadara a súa máxima cota podía emerxe-la cuestión da revolución anticapitalista. Este contexto permiteunos ler a Marx sen o “marxismo” –ler a Marx poñéndoo en contacto directo coas loitas sociais máis radicais e, polo outro lado, entrelazándoo coa lectura doutros grandes autores da modernidade burguesa (Weber, Keynes, Nietzsche, Heidegger, etc.). Participei no grupo Potere Operaio (entre os seus directores tamén estaba Toni Negri) contribuíndo todo o que puiden na organización das feroces folgas na Fiat e na ocupación de casas sen alugar en Roma. En 1979 fun arrestado no xuízo de Autonomia Operaia –tres anos de prisión preventiva, un de arresto domiciliario e, finalmente (en 1987), fun completamente exonerado durante o proceso de apelación.

Sempre me dediquei á filosofía e sempre escribín sobre ela aínda que a presión externa facía difícil traballar sobre un materialismo nonreduccionista, amplamente concebido, capaz de explicar racionalmente todo o que un “animal lingüístico” (é dicir, un ser humano) fai, pensa, desexa. O primeiro libro foi publicado en 1986 e titúlase Convenzione e materialismo (Convención e materialismo); o último foi publicado no 2003 e titúlase  Quando il verbo se fa carne. Linguaggio e natura umana (Cando a palabra se converte en carne: linguaxe e natureza humana). A finais dos 80 estaba comprometido con outras persoas tentando recoñece-las principais características do “post-fordismo”: o traballo intelectual das masas, flexibilidade e demais. De 1990 a 1993 contribuín co xornal Luogo Comune e, máis tarde, con outra publicación: Derive Approdi.

Respecto o meu traballo na universidade… ben, lévoo facendo tan só por seis ou sete anos. E todavía son un profesor cun contrato temporal. Ata a idade de corenta e cinco, aínda que escribía libros de filosofía, traballei nos empregos máis dispares na industria da cultura: escritor de guións de debuxos animados, xornalista, editor e outros. A universidade representaba un mellor salario e máis tempo extra para escreber. Despois de escreber varios libros considerei que podía tentalo. Superei o proceso de selección. A miña vida non cambiou e todo vai ben deste xeito.

 

BWJ: Os anos 60 e 70 caracterizáronse por ser un periodo de experimentación social e política do cal emana a teoría actual. Se é así ¿como caracterizaría-las distincións máis importantes entre os experimentos en Europa e aqueles nos EE.UU.? Parece que a situación en Italia mantívose radical e experimental por un periodo de tempo máis longo que nos EE.UU. que entraron, a mediados dos anos 70, no que chamas “contrarrevolución”.

  PV: A contracultura tivo unha grande influencia nos EE.UU. durante as décadas dos 60 e dos 70. Tamén demostrou unha tendencia á secesión, é dicir, a construir fragmentos dunha sociedade alternativa. E, naturalmente, tamén se deu a emerxencia política de diferentes “minorías.” As grandes loitas traballadoras dos 60 desfrutaron dunha menor visibilidade, polo menos en Europa, e, de ningún xeito tiveron a habilidade de unifica-lo conxunto dos movimentos. Hoxe, mirando retrospectivamente, paréceme que os 60 e os 70 en EE.UU. foron unha época de autoafirmación da multitude moderna: xa non existía unha masa unitaria mais sí unha pluralidade de suxeitos heteroxéneos, orgullosos da súa especificidade, resistindo unha síntese unívoca.

 En Italia, polo outro lado, desde principio dos 60 ata finais dos 70 todo viraba en torno ás loitas dos novos traballadores, infracualificados e con mobilidade que odiaban o seu traballo e a fábrica. As loitas destes traballadores, alleas ós sindicatos, foron o material que conectou ós diferentes conflictos. Incluso o feminismo (polo menos ó principio), médicos, profesores universitarios en precario e os pastores de Cerdeña tiñan todos como punto de referencia o gran “desorde” nas fábricas. O que importaba non era a identidade laboral cos seus valores e tradicións senón o odio cara a condición laboral, a intención de elimina-la mercadoría traballo-poder.

O movimento obreiro oficial en Italia (PCI e sindicatos) sempre desconfiou das loitas obreiras nos EE.UU. e nunca as comprendeu por unha razón: porque atribuía ós traballadores, incluso ós infracualificados das factorías fordistas, a tarefa de defende-lo “interés xeral” (do país, da economía,…). Así, a nosa esquerda escandalizouse cando presenciaron a insubordinación “egoísta” dos traballadores de Detroit, enfocada cara a afirmación dos seus intereses materiais. Nembargantes, nese mesmo tempo, os traballadores italianos máis novos estábanse convertendo en “egoístas”, querían gañar máis e traballar menos, o “interés xeral” ou o socialismo non eran relevantes. Neste senso, ó non entender ó proletariado dos EE.UU., o movimento obreiro italiano oficial tampouco comprendeu o seu propio proletariado. Os 60 e os 70 estableceron as bases para superar máis dun século de diverxencia entre os movimentos radicais americanos e europeos.

BWJ: A maioría do teu traballo reflexiona sobre o paradigma post-fordista do traballo inmaterial. Aínda así, moitos intelectuais de esquerda non aceptan a entidade analítica do post-fordismo. Segundo eles, o post-fordismo en realidade depende de anteriores paradigmas industriais que xa non están presentes no primeiro mundo; o traballo inmaterial non pode ser hexemónico do mesmo xeito que o traballo industrial descrito por Marx. Para ti, nembargantes, o post-fordismo non só é importante senón que tamén pode ser caracterizado como unha ética, unha forma de vida penetrante e omnipresente. ¿Sostéñense todavía os argumentos que descansan en paradigmas marxistas máis tradicionais do traballo industrial?

PV: Nunca empreguei a expresión “traballo inmaterial”, paréceme incorrecta e inconsistente desde un punto de vista teórico. O post-fordismo non pode ser reducido a un conxunto de figuras profesionais particulares caracterizadas polo refinamento intelectual ou o don da creatividade. Obviamente os traballadores dos media, investigadores, enxeñeiros, operadores ecolóxicos e demais son e sempre serán unha minoría. Con post-fordismo refírome a un grupo de características que relacionan á totalidade da forza de traballo contemporánea, incluíndo os recolledores de froita e os inmigrantes máis pobres. Algunhas desas características son a habilidade para reaccionar de xeito inmediato ante as continuas innovacións técnicas e organizacionais, un extraordinario “oportunismo” nas negociacións entre as diferentes posibilidades ofrecidas polo mercado de traballo, familiaridade co que é posible e imprevisible, que unha mínima actitude emprendedora posibilita decidir que é o correcto a facer dentro dunha fluctuación productiva non linear, certo coñecemento da rede de comunicación e información. Como se pode ver, estes son dons humanos xenéricos, non o resultado da “especialización.” O que sí manteño é que o post-fordismo mobiliza tódalas facultades que caracterizan a nosa especie: a linguaxe, o pensamento abstracto, a disposición face a aprendizaxe, a plasticidade, o hábito de non ter hábitos arraigados. Cando me refiro á “intelectualidade da masa” por suposto que non me estou a referir a biólogos, artistas, matemáticos e outros, senón ó intelecto humano en xeral ata o punto de que foi posto a traballar como nunca antes.

Se nos fixamos atentamente, o post-fordismo aprovéitase das habilidades aprendidas anteriormente á (e independentemente da) entrada ó posto de traballo: habilidades producidas pola incertidume da vida metropolitana, polo desenraizamento, polos shocks preceptuais causados pola mutación  tecnolóxica, incluso polos video xogos e o uso dos teléfonos móbiles. Todo esto está na base da “flexibilidade” post-fordista. Estas experiencias adquiridas fóra do lugar de traballo convértense a posteriori, e dentro do sistema productivo coñecido como “just in time”, en requerimentos profesionais de seu. O gran pensamento europeo, desde Nietzsche a Heidegger, describeu o nihilismo que caracteriza as formas de vida fóra da rigurosa racionalidade do proceso productivo: inestabilidade, desencanto, anonimato e demais. Ben, co post-fordismo, a mentalidade nihilista intégrase na producción, constitúe, de feito, un dos seus ingredientes máis preciados. Para traballar beneficiosamente en oficinas e fábricas  hoxe en día precísase unha grande familiaridade coa situación e fraxilidade do estado das cousas.

 

BWJ: Estou interesado en saber como recibeu Italia á Escola de Fráncfort. Principalmente o traballo de Walter Benjamin, aínda que tamén o de Max Horkheimer e Theodor Adorno, parece xogar un papel máis central no pensamento italiano que, por exemplo, no francés, onde a súa recepción foi máis selectiva. Ó mesmo tempo, particularmente na túa obra, a percepción da Escola de Fráncfort é invertida, trastocada, como cando argumentas que as habilidades comunicativas creativas que Horkheimer e Adorno resaltaron en A dialéctica da Ilustración como “restos, residuos sen influencia” dunha esfera cultural explotada estaban, de feito, “cargados con futuras posibilidades.”(1) En primeiro lugar, ¿como foi recibida a Escola de Fráncfort pola esquerda italiana? E, en segundo lugar, ¿cal é o status das súas teses –moldeadas desde a perspectiva do capitalismo monopolístico– se agora estamos dentro dun periodo de post-fordismo global?

 

PV: Adquirín o meu título cunha tese sobre Adorno sobre a relación que o seu traballo establece entre a crítica do coñecemento e a crítica da economía política. En canto a Benjamin, para min é un punto de referencia decisivo. Creo que a súa obra “Sobre o concepto da historia” é o texto fundamental para unha discusión da temporalidade especificamente humana. Un dos meus libros, Il recordo del presente. Saggio sul tempo storico (A memoria do presente: un ensaio sobre o tempo histórico) tenta avanzar no camiño traballado por Benjamin. Pero Benjamin distínguese a sí mesmo de Adorno, e incluso máis doutros membros da Escola de Fráncfort, porque procura desentraña-la cuestión da emancipación incluso no que Brecht defineu como o “malo novo”,[1] por exemplo, a reproducción técnica ou a pobreza emocional da experiencia metropolitana. Pola outra parte, Adorno e os outros condenaron o “malo novo” na súa totalidade. Por eso o seu discurso sobre a industria cultural, aínda que certamente agudo e suxerente, non pilla o esencial, esto é, o feito de que os métodos productivos da industria cultural, máis que imita-la homoxeneidade fordista, anticipa a posición flexible do post-fordismo, o uso que este último fai da actuación comunicativa e incluso da improvisación. A recepción italiana da Escola de Fráncfort nunca foi salientable. O acento púxose na crítica á sociedade de consumo ou (segundo Marcuse) na suposta integración da clase traballadora. Ó cabo prestóuselle atención a cousas completamente erróneas deixando de lado a crítica do “pensamento dirixido á identidade” desenvolto por Adorno en Dialéctica Negativa. En Italia, a chamada da Escola de Fráncfort representou unha coartada para rexeita-la acción e para pospor indefinidamente os riscos da praxe.

Manteño que o que hoxe é posible e debera ser escrito é unha versión contemporánea do ensaio de Benjamin sobre reproducción técnica, asumindo que un ten a preparación a partires da cal é posible apreciar todo aquelo que é singular e irrepetible en cada existencia humana. Se a reproducción suprimeu o aura, a atmósfera omniabarcante vencellada á unicidade do traballo, hoxe cómpre pensar o link entre a reproducción técnica de cada aspecto da experiencia e a emerxencia dunha unicidade sen aura. Ademais, na época do traballo intelectual das masas paréceme importante volver sobre (e, certamente, desenvolver) a análise de Alfred Sohn-Rethel no seu libro Traballo manual e traballo intelectual, un outsider da Escola de Fráncfort ó cal Adorno débelle moitísimo.

BWJ: Describíche-lo “general intellect”[2] como unha interrelación externalizada e colectiva de pensamento e pautas de linguaxe. Esto, como ti observaches, pode ir en dúas direccións: cara unha nova forma de esfera pública, derivada dun “tempo de non-traballo que vai medrando” ou cara un “estado do público sen unha esfera pública”, unha forma maior de represión. ¿É esta segunda e nefasta posibilidade a que se relaciona co que Gilles Deleuze describeu como sociedade control –“pura enxeñería social, que non deixa ningún espazo entre ela mesma e a esfera social… enxeñería social na súa forma máis pura,” un dominio no cal as propias formas do “discurso e comunicación foron corrompidas?”(3)

PV: Estou dacordo. O concepto deleuziano dunha “sociedade de control” descrebe de xeito competente a situación na cal o “general intellect” do cal falaba Marx (coñecemento, ciencia, comunicación) convértese na principal forza productiva, pero que todavía non representa un recurso político, é dicir, o fundamento dunha nova esfera pública.

Non é difícil identifica-las formas de resistencia dentro e en contra da “sociedade de control.” Despois de Seattle, Xénova e Porto Alegre presenciámo-la emerxencia dunha “nova especie social e productiva”, a intelectualidade masa (mass intellectuality), é dicir, esa multitude de homes e mulleres, que empregando o seu pensamento e linguaxe como ferramentas e materia prima, forman o auténtico pilar da riqueza das nacións. Migrantes, traballadores precarios de todo tipo, traballadores na marxe entre o emprego e o desemprego, empregados temporais no McDonald’s, representantes telefónicos dos servizos de atención ó cliente, investigadores e expertos da información: todas esas persoas, con todo o seu valor, son o “general intellect” do cal falaba Marx. Ese “general intellect” (o coñecemento, o espírito subxectivo da iniciativa, o poder da inventiva) é, ó mesmo tempo, a principal forza productiva do capitalismo post-fordista e a base material para rematar coa sociedade da mercadoría e co Estado como un sinistro “monopolio das decisións políticas.” Ó final do s. XIX, tipógrafos, curtidores, traballadores do textil –en suma, os membros de numerosos gremios– descubriron aquelo que os unía: ser, todos eles, un gasto abstracto de enerxía sicofísica, traballo en xeral. Hoxe, unha multitude de “individuos sociais” –que medran orgullosos da súa irrepetible singularidade canto máis correlación experimentan nunha densa rede de interacción cooperativa– recoñécense a sí mesmos como o “general intellect” da sociedade. O “general intellect” –“o pensamento que desexa e o desexo que pensa” por emprega-la preciosa expresión de Aristóteles– amosa a súa faciana política coa razonable demanda dunha renda básica universal e rexeitando o copyright sobre productos dese recurso común que é a mente humana.

 

Esto déixanos co problema máis espiñento: ¿como organizar unha pluralidade de “individuos sociais” que, polo momento, parece estar fragmentada, constitucionalmente exposta á chantaxe, en poucas verbas, inorganizable? A intelectualidade masa está tendo moi complicado transforma-lo seu propio poder productivo en poder político. A primeira cuestión na axenda é a das formas de loita. Aquel que crea que identifica-las modalidades de loita (como a folga, sabotaxe e outras semellantes) é tan só un problema técnico, o simple corolario dun programa político, é estúpido. Ó contrario, a discusión sobre as formas de loita é o verdadeiro cumio, o máis complexo de conquistar, de calquera teoría política cun certo espírito. Iniciativa, coñecemento compartido, a habilidade para relacionarse e interactuar: estes “dons profesionais” da multitude post-fordista deben transformarse en instrumentos de presión terribles. As reclamacións básicas –é dicir, “aquelo que queremos”– dependen completamente de “como podemos actuar” para modifica-las relacións de forza dentro desta organización social do tempo e o espazo. Todo depende, esto é, da inventiva amplamente capaz das novas actividades de piquete e novas protestas internas que poden ser cualitativamente equiparadas á flexibilidade predominante e ó modelo de acumulación baseado no “general intellect.”

BWJ: Se a comunicación en sí mesma, así como a afectuosidade e a forma de ser, son xa partes do traballo inmaterial, ¿que pasa coas nocións de autonomía ou semi-autonomía dos individuos ou de esferas da cultura como o arte?

PV: Hoxe en día o que sempre foi verdade converteuse en evidente: o individuo (coa súa autonomía) é un punto de chegada accidentado e non un incontrovertido punto de partida. El ou ela son o punto de chegada dun complexo proceso de “individuamento”, o “individuamento” de forzas productivas universais, de estructuras anónimas, formas de ser preindividuais. A autonomía do individuo é, se ti queres, o resultado da loita política, o premio do conflicto de clases no post-fordismo.

No que respecta á cultura e ó arte… son partes integrais da praxe humana. Son o lugar, se o prefires, no cal a praxe reflíctese sobre sí mesma e remata auto-representándose. Pero na actualidade a praxe humana na súa totalidade está incluída no proceso productivo. É debido a esto polo que o modo de producción contemporáneo manifesta certos aspectos estético-culturais. Preguntarse cal pode se-lo destino do arte e da cultura en xeral implica preguntarse que forma de praxe humana pode supera-la época do traballo asalariado. Cultura e arte convertéronse en recursos productivos. Pero así como o “general intellect”, pódense transformar en recursos, en instrumentos políticos para a multitude.

BWJ: En Gramática da multitude[3] discúte-la noción de “virtuosismo” a través do exemplo do pianista Glenn Gould que evitaba as actuacións públicas e adoptou o rol de traballador producindo grabacións. Un contraexemplo sería John Cage que, a pesares das súas moitas e boas grabacións, denigrounas consistentemente catalogándoas como nada máis que mercadorías que tentaba reemplazar con continuos procesos de representación artística. A miña pregunta é: desde a perspectiva do “virtuosismo” político, ¿que ocorre coas nocións máis tradicionais de reificación? ¿É que toda comunicación reifícase, estructúrase como un artigo de consumo? ¿Ou é que a forma mercadoría xa non se pode soster como tal nin sequera no eido da economía?

PV: É certo, John Cage é o reverso de Glenn Gould. Namentres Gould odia exporse ante outras persoas e prefire producir “traballos”, Cage desexa dedicarse a esa actividade sen traballo que é a actuación. As dúas xuntas ilustran solventemente a diferencia entre a esfera da producción (poiesis, en grego) e a esfera da acción pública (praxe).

Con respecto á reificación propoño retornar ó significado orixinal da palabra. Res, en latín, non só significa “cousa” senón tamén “feito”, “acontecemento”, “reacción visible”, “acción.” Tendo en conta este significado tan amplo, “reificación” podería significar que unha ou outra desas facultades da mente humana maniféstanse no mundo dos fenómenos, fanse visibles, ofrécense para ser vistas na esfera pública. Neste senso, “reificación” paréceme algo bo. É un remedio para  o “mito da interioridade.” Eu oporía “reificación” a “alienación”, concebida esta última como privación ou abandono. Unha reificación apropiada (esto é, que “a vida da mente” convértese en feito ou accións perceptibles) podería ser un instrumento para loitar contra a alienación post-fordista. Toda comunicación contemporánea é un campo de batalla entre unha reificación axeitada e unha alienación arrepiante.

 

BWJ: Describiches de xeito enérxico os medios a través dos cales os novos modos de pensamento e comportamento, incluso “un novo sentido común”, foron creados pola reacción neoconservadora dos 80 e dos 90.(4) Agora que nos enfrontamos, por un lado, coa posibilidade real de ataques terroristas –11-S en NY e máis recentemente en España e Rusia– e, polo outro lado, con medidas de seguridade extremas impostas polo Estado, ¿percibes un periodo particularmente intenso de reestructuración das mentalidades, hábitos e comportamentos? ¿Estamos entrando nun novo ciclo de experimentación da resistencia despois do que chamaches o longo “intermezzo” da contrarrevolución?

PV: Paréceme que entramos nun novo s. XVII. Refírome a que esta é unha época de terribles sublevacións na cal tódalas categorías da vida pública están sendo redefinidas de xeito novidoso. No 1600, no medio de guerras civís e relixiosas e das revoltas de labregos e artesáns e co impetuoso florecemento da primeira economía capitalista, acuñouse o léxico político que estivo en vigor ata a actualidade. Termos como soberanía, Estado central, lexítimo/legal, pacto social e outras expresións, recibiron, naquel momento, o significado que nos pareceu obvio ata o día de hoxe. Ben… se cadra acaba de comenzar un longo periodo, seguramente tráxico, no cal os ámbitos e principais conceptos políticos están cambiando. O que importa é comprender se neste “novo s. XVII” a última palabra pertencerá ó Leviatán ou ó Éxodo.

BWJ: Comentaristas das recentes protestas en NY (contra a Convención Republicana) expresaron a súa frustración por non ser capaces de precisar que “representaban” os grupos de protesta. Parece, nembargantes, que moitas das súas actividades poderían entenderse en termos dun rexeitamento colectivo ó comportamento e limitacións que a cidade quería impor: p. ex., o entroido na cara mesma do medo ou a mobilidade como oposición ás restriccións á liberdade de movimento. Pero, ¿como se pode pasar de comportamento activo a resultado político?

PV: O movimento global, xa desde Seattle, semella ser unha batería voltaica que funciona a medias: acumula enerxía sen descanso pero non sabe como nin onde descargala. Estamos presenciando unha marabillosa acumulación e abaste cemento que non se corresponden con ninguna inversión axeitada neste momento, ¿ou enfrontémonos a un novo aparato tecnológico, poderoso e refinado, do cal, nembargantes, ignorado-las súas instrucción? A dimensión mediático-simbólica foi, ó mesmo tempo, unha ocasión propicia e unha limitación. Por un lado, garantes a acumulación de enerxía e, polo outro, estorbos e postergo ata o infinito a súa aplicación. Cada activista é consciente desto: o movimento global todavía non consigeu ter un efecto –quero dicir, un efecto como o do ácido corrosivo– na actual acumulación capitalista. ¿De onde vén esta dificultade? ¿Por que este novo movimento global non perturbou máis que un chisco o marxe de beneficio e o funcionamento dos poderes constitutivos? ¿A que se debe esta “doble dificultade” tan paradóxica na cal a esfera simbólica-comunicativa é, ó mesmo tempo, o trampolín así como un motivo de parálise?

O “impasse” aproveitado polo movimento global procede da súa implicación inherente nos modos de producción e non da súa marxinalidade ou enaxenación respecto ós mesmo como algúns cren. O movimento é o “interface” conflictivo do proceso post-fordista do traballo. É precisamente debido a este feito, e non a pesares del, que o movimento preséntase a sí mesmo na escea pública como un movimento cunha carga ética. Déixame explicalo. O proceso de producción capitalista contemporáneo mobiliza no seu proveito tódalas cualidades que caracterizan a nosa especie, a vida en sí mesma é posta a traballar. Agora, se é certo que a producción post-fordista aprópiase da “vida” –é dicir, da totalidade das facultades especificamente humanas– é bastante obvio que a insubordinación descansará no mesmo feito básico. Á vida involucrada na producción flexible opónselle o caso da “boa vida.” E a procura dunha boa vida é, polo tanto, o argumento, o trasnfondo da ética.

Aquí atopamos, ó mesmo tempo, a dificultade e un desafío extraordinariamente interesante. A primacía da ética é o resultado directo das relacións materiais de producción. Pero a primeira vista esta primacía semella alonxarse daquelo que a provocou. Un movimento ético atopa dificultades para interferir no xeito en que actualmente se xenera a plusvalía. A forza de traballo que está no centro mesmo do post-fordismo globalizado –traballadores precarios na fronteira entre o emprego e o desemprego– defende uns principios xerais vencellados á “condición humana”: a liberdade de expresión, comparti-los bens comúns que son o coñecemento, a paz, a defensa do entorno natural, xustiza e solidariedade, a aspiración a un esfera pública na cal se valoren as cualidades únicas e irrepetibles de cada ser humano. O caso da ética enraízase no día de traballo social ó mesmo tempo que o circunda sen altera-las relacións de forza que operan no seu interior.

 

Calquera que desconfíe do ataque ético do movimento reprimíndoo por desatende-la loita de clases contra a explotación está equivocado. Pero por simétricas razóns tamén o están aqueles que, complacidos por este ataque ético, cren que este pode desbotar categorías como “explotación” e “loita de clases.” Nambos casos elúdese unha cuestión decisiva: o polémico link entre a instancia da “boa vida” (recollida por Xénova e Porto Alegre) e a da vida posta a traballar (o punto de apoio da iniciativa, da actividade post-fordista).

 

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[1] A expresión “malo novo” é un tanto confusa. Tradúcese do inglés “bad new.” Esperando que así se entenda mellor, Benjamin citou, no seu libro Understanding Brecht, a seguinte máxima deste último: “Don't start from the good old things but from the bad new ones.” Brecht mantiña un discurso extremadamente crítico do clásico no que facía referencia á estética, á dramaturxia, á literatura, etc. (aínda que as súas obras non o demostrasen), un discurso influenciado pola súa posición marxista coa que concluía que antes de Marx a conciencia era falsa conciencia e por eso o seu teatro era superior, porque a súa metodoloxía artística de inspiración marxista non só interpretaba o mundo senón que tamén buscaba cambialo. Trasladado a esta entrevista, con “malo novo” Virno tenta marcar unha diferenza ontolóxica cos representantes da Escola de Fráncfort que citou. O sistema capitalista xeneraba algo novo (“bad new”) que a Escola de Fráncfort non tomou coa consideración debida.  (Nota de Nagoerb)

 [2] “General intellect” podería ser traducido como “intelixencia colectiva”, todo individuo contribúe a súa xeración e dela participamos todos e todas. Xa que a súa definición vaise desenvolvendo a medida que avanza a entrevista, imos deixa-lo termo na súa expresión inglesa por ser tamén a forma máis recoñecida do mesmo. (Nota de Nagoerb)

[3] Se queredes acceder ó texto da obra completa Gramática da multitude. Para unha análise das formas de vida contemporánea facédeo a través deste link: http://metabolik.hacklabs.org/alephandria/txt/virno.pdf (Nota de Nagoerb)  Citas  (1) Paolo Virno, Grammatica della moltitudine. Per una analisi delle forme di vita contemporanee (Rome: Derive Approdi, 2003). Published in English as A Grammar of the Multitude: For an Analysis of Contemporary Forms of Life, trans. Isabella Bertoletti, James Cascaito, and Andrea Casson (New York: Semiotext(e), 2004), 59.  (2) Alfred Sohn-Rethel, Geistige und körperliche Arbeit. Zur Theorie der gesellschaftlichen Synthesis (Frankfurt: Suhrkamp, 1970). Published in English as Intellectual and Manual Labour: A Critique of Epistemology, trans. Martin Sohn-Rethel (Atlantic Highlands, NJ: Humanities Press, 1978).  (3) Gilles Deleuze, Negotiations, 1972–1990, trans. Martin Joughin (New York: Columbia University Press, 1995), 74, 175.

 (4) Paolo Virno, “Do You Remember Counterrevolution?” in Radical Thought in : A Potential Politics, ed. Paolo Virno and Michael Hardt (Minneapolis: University of Minnesota Press, 1996), 241.  

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Monday | February 06, 2006

vós, europeus, sodes os terroristas

Estes dias tivem algumha que outra discussom com um amiguete polo tema das caricaturas famosas. Nom se trata de umha qüestom de "liberdade de expressom". Aqueles que invocam hoje a liberdade de expressom, o laicismo e os valores democráticos para defender a publicaçom das caricaturas estariam indignados se amanhá alguem publicara umha caricatura ou um artigo burlando-se ou negando o holocausto judeu.

Nom se trata de umha qüestom de liberdade de expressom frenta à intoleráncia religiosa. Nem tampouco de um debate "multiculturalista" sobre o respeito às convicçons religiosas. A triste imprensa europeia é incapaz de reflexionar sobre a sua própria responsabilidade e mostra a reacçom "intolerante" dos muçulmanos...."som fanáticos", dim alguns, "é que no Islam nom se permite representar a Maomé", dim outros; bla, bla, bla.

O amiguete com o que discutia sobre isto argumentava que, entom, haveria que proibir a Vida de Brian. Nom é isso. Está claro que é umha qüestom de humilhaçom. De humilhaçom permanente à que estám a ser submetidas as sociedades árabes e muçulmanas desde as colonizaçons europeias. O islam é umha religiom de paz. Representar a cabeça de Maomé como umha cabeça-bomba é chamar terroristas a todas as muçulmanas. É racismo e islamofobia. É chamar terrorista ao islam. É ofender a memória daquelas assasinadas polo terrorismo dos estados ocidentais no iraque ou na Palestina. É umha ofensa a todas as sociedades muçulmanas, e que precissamente, provém daqueles que forom e som causantes do terror, a violência e o sofrimento do mundo árabe moderno: os estados europeus.

A realidade é que as empressas europeias tiram grandes benefícios em conivência com o despotismo quase feudal de muitos governos árabes, que oprimem aos seus povos. Este tempo pós-colonial é tam colonial como quando viviam um milhom de franceses na Algéria. Mudou a sua forma, mas nom as relaçons de poder e privilégio.

Num alarde de ignoráncia escandalosa frente ao pensamento, a filosofia e cultura árabes, proclamamos a nossa superioridade moral. É só acertamos a publicar umhas caricaturas chamando terroristas aos muçulmanos. E mentres, compramos em Zara sem sequer pensar a situaçom na que vivem as mulheres que fam essa roupa em Tánger ou Tetuam.

Nestes tempos de guerra global permanente o "terrorismo internacional" -venha o "terrorismo islamista"- é um dos pilares sobre os que se asentam as políticas de guerra e a gestiom do medo. Combater a islamofobia, ou desmontar os dispositivos discursivos das politicas migratórias e de seguridade, som tarefas fundamentais para abirmos linhas de fuga nesta barbárie-pós colonial.

E como neste blogue há liberdade de expressom admito que me ponhades a caldo se o vedes de outra maneira, habibis. 

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