Sunday | October 29, 2006

A reacçom que chega

foto de portada do diário El Mundo, do sábado 28 de outubro. No pé da foto (retocada, atençom aos destelhos que surgem por detrás) comparava-se a De Juana Chaos com o psicópata cannibal que protagoniza Anthony hopkins no Silêncio dos Cordeiros

Ao estilo da reacçom que a chamada Nova Direita protagonizou nos EEUU e no Reino Unido durante a década dos 80, a reacçom que chega abre-se passo na Europa. Umha das características fundamentais desta reacçom é a gestiom do medo. Imigraçom, delinqüência, terrorismo, muçulmanos, som conceitos que mutam de forma fascistoide ao hibridar-se em novas ligaçons produzidas polo discurso desta reacçom. O medo, a ameaça, o terror som instrumentos políticos necessários para poder aplicar políticas de segurança totalitárias que gerem adessons incondicionais. A produçom do medo, do terror, é absolutamente funcional a sobrevivência política de esta nova reacçom. Estejamos atentas pois.

Na apresentaçom de um seminário que terá lugar na Universidade Internacional de Andalucia (*) manifesta-se que "as causas da expansom de um novo populismo conservador que rechou com o discurso do óbvio e nom pensa 'entrar em raçom' (pois considera que está em guerra). (...) alguns dos seus rasgos constituintes seriam a ruptura agressiva de consensos instituidos (o caso revisionista), o seu carácter popular e populista, o uso extremadamente inteligente e estratégico dos novos meios de comunicaçom, a mescla -contraditória mas eficaz- de neoliberalismo e apelaçom aos valores tradicionais, etc." A reacçom intelectual que acompanha esta nova direita seria "umha corrente heterogénea e discordante mas, mais ou menos, agrupada entorno a algumhas ideias-força comuns (...) tais como o significado do 11-S; o complexo de culpa ocidental; a quintacoluna islamista que se infiltrou nos países ocidentais graças à imigraçom; a particularíssima identificaçom com a Shoah e Israel; a percepçom do Maio do 68 como fonte de todo mal; a equivalência entre subversom e terror; a decadência inevitável de umha democracia sem transcendência; ou a nencessidade de 'restaurar' um corpo social ierarquizado e bem ordenado. Esta corrente intelectual neo-conservadora está a produzir e a difundir umha série de relatos, imagens e discursos que, entre outras coisas, transformarom a percepçom de fragilidade e incertidume característica da globalizaçom em pánico social e paranoia securitária e converterom numerosos conflitos políticos, sociais e económicos em conflitos culturais, étnicos e religiosos entre essências imutáveis ('conflito de civilizaçons') (...)".

Posted by nómadas queer at 20:53:33 | Permanent Link | Comments (0) |

Friday | October 27, 2006

fotoreportagem: palestina, raivas, desejos e coraçons (1)

A voracidade dos colonos está a apropriar-se das melhores terras. Ao fundo, um asentamento no meio das oliveiras palestinas

Os caraduras de naçons unidas, atrapados num controlo israelita

Solpor em terra de muros

...pois isso

Cidadás palestinas regressam às suas casas depois de aguardar horas para passar o check point.

Murais no nosso entranhável hostal palestino de Jerusalém. Na parede, um cartaz de Rachel Corrie, a activista norteamericana que perdeu a vida por querer parar os bulldozers israelitas

Hey solider, can you say...How many children have you killed today?

A tenssom palpa-se em Jerusalém Leste, a zona árabe. Os colonos passeam armados polas ruas, em atitude desafiante. Atençom à pistola que leva o colono que vai ao nosso caróm

Umha marika pouco ortodoxa

Subúrbio árabe em Jerusalém. Os arabo-israelitas, péssie a viver em melhores condiçons que os palestinos que moram nos territórios ocupados, seguem a ser cidadáns de terceira. Eternamente suspeitosos, marginados, excluidos e humilhados

Os nossos anfitrions invitam-nos a umha ceia. Festa compartilhada entre palestinos e activistas internacionais

Noite de Ramadám. As ruas som umha festa

Material antidistúrbios empregado polos soldados israelitas: granadas acústicas e gases lacrimógenos. As bolinhas pequenas som diferentes tipos de balas de goma.

Alguns afortunados logram passar o controlo militar. Ao fundo, centos aguardam. Como todos os dias.

Um rapaz confecciona um cartaz para a manifestaçom contra o muro

Um activista é detido na manifestaçom de Bil'im

 

Encantador Jerusalém

 

Os vossos valados destruem todas as coisas que queremos

 

Todas contra o muro

 

Nem guettos nem barreiras

 

passando os controlos no check point de Qalándia

 

Estarcido activista no muro da vergonha 

 

O muro da desolaçom ao seu passo polo campo de refugiados de Qalándia

 

da música militar nom gostamos para dançar 

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Wednesday | October 04, 2006

FugaEmRede

www.fugaemrede.info

 

Posted by nómadas queer at 11:37:06 | Permanent Link | Comments (0) |