Segunda-feira | Junho 11, 2007

A Pantoja como chivo expiatório?

 

Sem ser Isabel Pantoja santa da minha devoçom, gostaria de transmitir aqui algumhas reflexons que umha amiga de Maribolheras precárias nos fai atravês dum email. Interessantes reflexons para repensar a actuaçom dos média e a sua relaçom com a lesbofobia, a missogínia, o classismo ou o racismo:

"Independentemente de que roubara hai que considerar:

a) O brutal "outing" que nos anos 90 lhe realizarom "Martes y 13"; com um homem nunca se atreverom a fazer algo assi: as lésbicas ou mulheres bissexuais tenhem umha posiçom social mais vulnerável que os gais.

b) Pantoja pertence a umha classe social mui pobre, começou a trabalhar aos 7 anos para poder ajudar na economia familiar. Pantoja é gitana; o racismo contra os gitanos já sabemos que é bestial. Pantoja é dum seitor social e geográfico -Andaluzia pobre-, falta de nível cultural, imaginário típico/tópico andaluz.

Vejamos qual é a diferença, por ejemplo, no tratamento mediático que se dá à Baronessa Thyssen, cujo fundo pictórico procede do expólio dos nazis aos judeus durante o nazismo. As diferenças de trato mediático som bestiais, nom se questiona ao rico que roubou numha situaçom política de holocausto, co que isso representou para os judeus e homossexuais, mas si qüestiona-se a umha mulher de família humilde, "rouba-maridos", de procedéncia andaluza, bissexual, gitana, de origem pobre e que mantém à sua família, nai e irmáns incluídos.

Se nom fora um pouco lesbianorra nom se cebariam assi com ela. A gente di "é rouba-maridos", a castigá-la, "é gitana" com o racismo contra eles, "é ladrona" e reafirmamo-nos em que os demais somos mui respeitosos com a lei e somos mui honrados, ainda que votemos ao PP.

Por isso a Isabel Pantoja quem mais a defende som as mulheres maiores pobres.

A Lola Flores também atacarom-na polo mesmo, em vez de lésbica por mulher livre e nom monógama a nível sexual, na pós guerra e depois.

E a Dolores Vázquez, a acusada de assasinar à filha da sua parelha, à que tiverom vários anos no cárcere sem provas e que saiu absolta, e que a detiverom porque segundo Acebes "tinha um perfil delitivo", quer dizer, era umha camioneira (...) era umha mulher lésbica e nom feminina (potencial assasina) e galega (os galegos som uns primitivos subdesenvolvidos que matam por um palmo de terra). (...)".

Opinade habibis, que ultimamente estades mui calad@s neste blogue.

Escrito por nómadas queer em 03:31:44 | Link permanente | Comments (2) |
Comentário
1 - a mi me parece que no estoy dispuesto a perder un segundo de mi tiempo con la pantoja, si si ya sé .....gitana, bolhera de origen humilde, perseguida y asediada por prensa y policia,.... me interesa más la opresión que sufren las jornaleras del tomate de la lao de su pueblo o en que condiciones trabajan los/las migrantes que curran para ella: desde el chofer hasta la que le cuida a su niña peruana, regalo de fujimori (Comentar)

Escrito por: Anónimo em 2007/06/12 - 13:28:00
2 - Nom se trata de pessoalizar ou nom na Pantoja; evidentemente nom é umha desfavorecida. Mas é um bom exemplo para ver como funcionam os sistemas de opressom e de que maneira o "mediático" se alimenta e potência segundo que prejuíços. Alguém se lembra do caso Arny? Houvo umha caça de brujas terrível. Nom porque foram famosos que iam "de putos": Eram maricons, por isso havia que castigá-los.
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Escrito por: Anónimo em 2007/06/12 - 23:58:14
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