Terça-feira | Março 20, 2007

Invisíveis: acçom urbana emerge contra a especulaçom e pola vivenda!!

Deriva/Roteiro pola Vivenda e contra a Especulaçom

(Monte Alto, A Corunha)

Este sábado, 24 de março, às 19:30h., com saída no Campo da lenha.



A diferença doutras cidades e vilas galegas, A Corunha tem um plano de ordenaçom urbana desde hai 22 anos, Apesar disso, ou, seguramente, graças a isso, a situaçom de precariedade da vivenda na nossa cidade, e mesmo na sua área metropolitana, nom tem parangom nas demais urbes do seu eido geográfico.


O preço de compra de vivenda no lugar mais barato da área metropolitana da Corunha é de 2000E/m2. No centro da cidade o preço chega a 6000E/m2.1 Isto coloca à Corunha por acima dos preços das urbes de territórios como Aragom, Múrcia, Astúries, Canárias ou mesmo País Valenciá, onde as rendas som claramente superiores. Mesmo numha etapa em que por primeira vez em dous lustros começa a se ralentizar o preço da vivenda, A Corunha foi no 2006 a segunda cidade do estado na que mais medrou este preço -um 15%-, quase cinco vezes mais do que subirom as rendas.



As causas som conhecidas: umha miragre económica perigosamente substentada no negócio do tijolo; um preço do chao desorbitado, conseqüência directa de exerciços netamente especulativos; umha canalizaçom de aforro privado face ao mercado imobiliário (quem nom pensa solucionar o mercado da vivenda mercando-lhe um pisso à filh@?), umha falha de políticas de fomento do aluguer; a admissom de enriquecimentos obscenos -à margem do fenómeno Inditex, o galego mais rico está vinculado ao mercado imobiliário, da mesma maneira que estám 13 das 20 pessoas mais ricas do estado-; a massiva presença de pissos baleiros -entre 17.000 e 25.000 só na cidade d'A Corunha, mais do 25% das que existem numha província tam rural como a nossa-.

As conseqüências nom som menos manifestas. À margem da sujeiçom disciplinária que supom o endividamento-de-por-vida, 14.300 jovens corunhes*s abandonarom a cidade em 2005, boa parte del*s para estabelecer-se na área metropolitana. O momento mais espressivo dessas conseqüências deu-se em outono passado, quando, numha cidade conhecida pola escassísima presença de vivendas protegidas, 11.400 pessoas apresentarom-se ao sorteio dos 178 pissos da outrora Fábrica de Tabacos.



E isto nom é mais que umha perspectiva do zoom dos problemas do modelo urbano da nossa cidade. Os 22 anos do plano geral nom servirom, em absoluto, para umha ordenaçom substentável e humana do esquema urbano d'A Corunha. A carência de zonas verdes praticamente tem avançado nestes lustros, a declaraçom de ruína é o futuro mais comum das escassas vivendas singulares-protegidas da cidade e a expansom em forma de área metropolitana nom gerou nengum modelo de transporte público digno de tal nome, cos efeitos de contaminaçom e barulho bem conhecidos.

Quem queira conhecer a sem-raçom desse modelo urbano só tem de dar umha volta por Monte Alto. Um dos últimos espaços minimamente comunitários da cidade vive todas as doenças dum modelo perverso. A infravivenda e a carência de dotaçons convivem cumha formidável operaçom especulativa, que fai medrar de maneira iimparável os preços, e orienta-se a umha substituiçom das espécies sociais que habitam o bairro. A proliferaçom de imobiliárias, a diseminaçom de gruas e o barulho das excavaçons som os primeiros síntomas desta mutaçom biológica. Quem queira saber o que é a especulaçom na Corunha só tem que vir polo bairro. Monte Alto é hoje o verdadeiro laboratório da especulaçom e da ausência do direito a vivenda na cidade d'A Corunha.

Por isso convidamos-te a umha deriva/roteiro polo bairro e contra a especulaçom. Este sábado, 24 de março, às 19:30h., com saída no Campo da lenha.



Invisíveis. Acçom urbana

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Fontes dos dados: Instituto Nacional de Estadística, Instituto galego de Estatística, Lista Forbes de pessoas mais ricas do mundo, declaraçons em plenos do Concelho d'A Corunha



Assembleia das INVISIVEIS pola Vivenda

Escrito por nómadas queer em 13:28:49 | Link permanente | Comments (0) |
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