Oleguer Presas

Oleguer é um futbolista do Barça ao que a sua empresa patrocinadora, Kelme, acava de rescindir-lhe o contrato. Kelme afirma que se o futbolista tém liberdade para opinar eles tenhem liberdade para contratar. Ademais, estám-lhe a chover umha cheia de críticas e descalificaçons inumeráveis. Todo, por publicar um artigo no que fai umha mais que acertada reflexom ao redor do sistema judicial espanhol, com motivo da situaçom de De Juana Chaos.
Surprende que no mundo do fútbol profissional, cheio de pimpins espanholistas cujo horizonte vital é o de ter 3 carros desportivos, casar com umha modelo e anunciar postalinhas solidárias para os nenos do 3º mundo mentres se forram, existam pessoas como Oleguer. Havé-los hai-nos. Vaia para com el todo o nosso apoio.
Ah! Mais umha raçom para nom comprar produtos Kelme!
O artigo da polémica publicado no semanário Directa
Texto original em: http://www.vilaweb.cat/www/mailobert?id=2262903
(trad. nómadas queer):
A Boa Fé
De Juana Chaos passou os últimos 20 anos em prisom. Reduzida polos benefícios penitenciários que previa a legislaçom anterior, computou-se e esbeleceu-se umha condena de 18 anos polos crimens cometidos. Apesar de todo continua em prisom preventiva, pendente da resoluçom definitiva do procedimento aberto polo contido de dous artigos publicados no diário Gara. A Audiência Nacional espanhola considera que, com estes artigos de opiniom, De Juana cometeu delictos de ameaças terroristas, condenando-o a 12 anos e meio mais de prisom. Como protesto por esta decisom, De Juana Chaos optou por levar adiante umha greve de fome até as suas últimas conseqüências.
O estado de direito (como tantas vezes repetem como se fora umha campanha publicitária) nom prevê nem a pena de morte nem a cadeia perpétua. Da mesma maneira que continua proibida a eutanásia. Guiarei-me pola boa fé e suporei que o estado de direito nom deixou de confiar nas suas próprias leis, nom querendo aplicar a cadeia perpétua ou a pena de morte. Guiado pola mesma boa fé, considerarei que os motivos políticos nom fam que a eutanásia seja legal. Suporei, também movido pola boa fé, que o contido dos artigos que publicou De Juana Chaos é tam explícito e claro como para manter em prisom a umha pessoa em perigo de morte.
Agradaria-me pensar que, no estado de direito, hai liberdade de expressom e que, neste caso, como no de Egunkaria ou no do actor Pepe Rubianes, por mencionar alguns, hai indícios de abondo para processar aos responsáveis (em caso contrário todo o mundo já teria posto o grito no céu, como adoitam a fazer quando hai episódios de falha de liberdade de expressom em lugares como Marrocos, Cuba ou Turquia). A boa fé impulsa-me a pensar que no estado de direito a justiça é igual para todas, que nom influem as pressons políticas e que realmente hai independência judicial; que as declaraçons do ministro de justiça, López Aguilar, nas que afirmava: "el gobierno construirà nuevas imputaciones para evitar dichas excarcelaciones", referindo-se ao caso De Juana Chaos, nom influirom na sentência judicial.
Alguém afirmou: Factos, nom palavras. David Fernández, no seu livro "Cròniques del 6 i altres retalls de la claveguera policial", informa-nos dos seguintes factos: o ex-general da guarda civil e membro destacado dos horrores de Intxaurrondo, Enrique Rodríguez Galindo, foi condenado a 75 anos de prisom polos assasinatos de Lasa e Zabala e tam só cumpriu quatro porque alegou problemas de saúde. Julen Elgorriaga também foi encarcerado por motivos de saúde; condenado a 80 anos de prisom polos mesmos factos tam só completou um 3% da condena. De la Rosa, após estafar a toda Espanha, graças a umha depressom pudo desfrutar de um generoso regimem de terceiro grau. Rafael Vera, após ser condenado a 10 anos de prisom polo seqüestro de Segundo Marey, reivindicado polos GAL, tam só passou recluido oito meses por aquela causa... David, no seu livro, fala basicamente de torturas e torturadores, de como a justiça mostra diferentes graus de severidade segundo o acusado, de como funciona a maquinária informativa para criminalizar determinadas dissidências, de como a polícia construi as provas necessárias para imputar a alguém quando interessa politicamente, de como o governo nom quer escuitar os informes do Relator Especial para a Qüestom da Tortura das Naçons Unidas ou de organismos como Amnistia Internacional, que aseguram que neste estado de direito hai tortura.
Mas também resulta, agora, que a fiscalia da Audiência nacional demanda o arquivo do caso Egunkaria: nom hai provas. Resulta que em novembro de 2004 o Tribunal de Estrasburgo condena ao estado espanhol por "nom ter investigado" as torturas denunciadas, doze anos antes, por 17 independentistas cataláns. Resulta embém que, em novembro de 2005, Zapatero indultou a quatro polícias locais de Vigo, inabilitados e condenados entre dous e quatro anos de prisom por insultar, humilhar e dar umha malheira ao cidadám senegalês Mamadou Kane. E resulta que Aznar vinha de fazer o mesmo em dezembro de 2000: catorze agentes condenados por torturas (um deles reincidente), indultados.
E resulta que....Estou confuso. Este estado de direito tém muitos pontos obscuros que me fam duvidar. Todo cheira a hipocrisia. E tanta hipocrisia fai que se che acave a boa fé.
Nao só brinca com pessoas mortas pela banda terrorista ETA (Como Carrero Blanco), é mais perto do asesino do que a victima!
Nao esqueçer que De juana chaos é um assesino de 25 pessoas inocentes, hoje mesmo, ele esta orgulhoso disso, e brinca na prisao quando a banda ETA mata a mais gente.
Frases do De Juana:
1. "Me encanta ver las caras desencajadas de los familiares en los funerales. Aquí, en la cárcel, sus lloros son nuestras sonrisas y acabamos a carcajada limpia"
2. * "Con motivo de la jubilación forzoza del franquista antivasco Tomás Caballero Pastor y como celebración extraordinaria, solicito se me proporcione por demandadero:
- 1 botella de champán (francés)
- 1 tarta
- 1 Kg de langostinos",
(Tomás Caballero Pastor foi assesinado)
Oleguer tambem vai ser julgado por atacar a um polizia
Pode ser tudo a boa pessoa que ele dize ser, mais para mim, ese gajo nao tem cabeça, mais, como espanhol, acieto-lhe, isto é uma democracia.
Um abraço e desculpas pelo meu portugues. (Comentar)