Terça-feira | Fevereiro 06, 2007

a deslegitimaçom espanhola

A identidade espanhola constitui-se historicamente atravês de um dramático exerciço de guerra. Foi a guerra do Antigo Régime frente à Modernidade. Dos grandes latifúndios frente às luitas camponesas. Do Império frente às colónias. Da cruçada católica frente às populaçons minzahim (sefarditas) e muçulmanas. A dominaçom castelhana, sempre presta a imitar o modelo francês de estado-naçom homgêneo uni-cultural e uni-lingüístico preferiu abortar qualquer projecto liberal e ilustrado em aras da reacçom. Foi nesta dinámica histórica na que se constituiu a modernidade catalá ou na que se aniquilou umha outra espanha (im)possível -a da Institución Libre de Enseñanza, a do Madrid do No pasarán-.

Guerra, guerra, guerra.

O vínculo social foi absolutamente exterminado na guerra do 36. Afogarom-se em sangue e pólvora as ánsias de emancipaçom que germinavam nos campos de Andalucia, Extremadura ou Aragóm. Também nas fábricas de Catalunya.

Guerra, guerra, guerra.

Hoje, José Bono, declarava que lhe importava "3 puñetas" o que Iñaki de Juana Chaos contara em The Times ou em qualquer outro sítio. Nas concentraçons franquistas de hai 3 décadas na Praça de Oriente escuitava-se "España si, el mundo no". Quanta similitude.

A nom resoluçom do conflito basco evidência o fracasso da chamada "transiçom". O próprio PNV nom formou parte, relamente, daquel "consenso". E frente à repressom da actividade de ETA surgiu a esquerda abertzale. A qüestom é que fracassou a legitimidade espanhola em Euskal herria. Já o certificara Franco, em 1939, quando declarara a Bizkaia e Gipuzkoa "provincias traidoras".

Guerra, guerra, guerra.

E guerra suja. Nom só a do GAL. Que dizer da "guerra suja judicial"? Jornais fechados, partidos políticos ilegalizados, associaçons proibidas, manifestaçons reprimidas. Só um dado: durante os 30 anos de democracia espanhola forom detidas mais de 35.000 cidadás bascas. O "estado de direito" nom entra nem com calçador.

Hable bien. Hable castellano.

Nom quero! 

Escrito por nómadas queer em 09:23:41 | Link permanente | Comments (0) |
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